BEM-VINDO(A) AO BLOG DE JESSICA NEVES *





(ÉS O MEU) LIVRO ABERTO

Desfolho-te como seda
Coberta de lantejoulas
Afasto a cortina lentamente
Pedaço a pedaço
Que bom é ler-te
Entre o jardim banhado em mel
E a cascata desnudada
No horizonte da tua sombra
Aragem perfumada de canela
Com pitada de pimenta
Ler-te é cegamente
Aquilo que me alimenta
Nas entranhas do meu ser.

25.09.2011











Aprecie as pequenas coisas da vida. São as mais belas e as mais intensas. Lembre-se que essas são as melhores.

domingo, 29 de março de 2015

ENTREVISTA JORNAL CORREIO DA MANHÃ 29.03.15




Hoje no jornal Correio da Manhã
Página 45 – Geração Arte


O poema “Na vertigem da fome” de Jessica Neves, de Coimbra, foi o mais votado na categoria Texto.


“A minha escrita é ousada”


Correio da Manhã - Como foi a tua reação quando soubeste que tinhas ganho na área de Texto?
Jessica Neves - Foi uma surpresa. É gratificante ser premiada, ser reconhecida pelo talento. Não só pelo prémio monetário em si, mas também pela divulgação, pela partilha, por toda a visibilidade que esta vitória pode oferecer.

- O que significa esta vitória?
- É mais um impulso para continuar a escrever. É motivante ver o nosso trabalho premiado. No futuro, gostaria de escrever a tempo inteiro. Embora saiba que não é fácil. Pretendo ao máximo divulgar a minha escrita.

- Como nasceu esta paixão?
- Nasceu aos 17 anos. Estava de férias do meu desporto favorito, que é o futsal, e senti que faltava algo que me preenchesse. Comecei a passar para o papel aquilo que sentia. Daí, criei um blog e escrevi um livro.

- Dedicas muito tempo à poesia?
- Escrevo por inspiração. Escrevo quando há o impulso, quando aparece o bichinho da escrita.

- De onde surgiu a inspiração para este poema?
- Acima de tudo, da paixão pela vida. A minha escrita é ousada, sensual e também erótica. Há uma paixão que me move. Também o facto de querer alertar a sociedade para mudar mentalidades e comportamentos. A sociedade precisa de ser um bocadinho abanada.


Fotografia: Ricardo Almeida (Fotojornalista Correio da Manhã)

quinta-feira, 26 de março de 2015

1º LUGAR NO CONCURSO "GERAÇÃO ARTE" DO CORREIO DA MANHÃ - CATEGORIA: TEXTO




“Na vertigem da fome” foi o poema que valeu a Jessica Neves o galardão. Tem 21 anos, vive em Coimbra e estuda Comunicação Organizacional. Arrecadou 1141 votos.


DA BOLA PARA A ESCRITA


Em 2012, publicou “(Sem) Papel e Caneta, (Com) Alma e Coração”. Jessica diz que ainda lhe falta maturidade para voltar a editar e fazer melhor. Gostava de ser escritora a tempo inteiro. A paixão nasceu de uma pausa no futsal. Escreve por marés de inspiração e acredita que a escrita a faz crescer.

Não gosta de… falta de humildade
Gosta de… liberdade

OUSADIA, EROTISMO E SENSUALIDADE


#Como surgiu o gosto pela escrita?

Escrevo desde os 17 anos. Estava de férias do desporto que pratico, o futsal, e senti que faltava algo que me preenchesse e comecei a passar para o papel o que sentia.

#É de família?

Não. E isso é que é engraçado! Porque além de não haver ninguém que escreva na família, ninguém me associava à escrita. Viam-me mais como “a maria rapaz que joga à bola”.

#Porquê este poema?

A minha poesia é pautada essencialmente pela ousadia, pela sensualidade e pelo erotismo. Penso que a sociedade necessita de uma escrita mordaz, que faça pensar e mudar mentalidades e comportamentos.


RESPOSTAS RÁPIDAS

Um ídolo: O meu pai
Uma inspiração: A vida
Um motivo para sorrir: A simplicidade
O melhor da tua geração: O pensamento fora da caixa
E o pior: A banalização dos afetos
Uma loucura: O desafio de viver todos os dias apaixonada pela vida

DIZ O QUE TE VIER À CABEÇA

Às vezes…penso muito
Um dia vou… ser uma inspiração para os jovens
Dizem que sou… versátil
O que escrevias numa t-shirt?

Acreditar, querer, lutar e vencer!



                                            
                                            Jornal Correio da Manhã, 26 de março de 2015





POEMA
NA VERTIGEM DA FOME


Devolve-me o poema
Que roubaste ao meu corpo
Na noite em que todas as estrelas
Se (des)abotoaram de nós…


Pendura-o na tua boca

Enrola-o à minha língua

E vai descendo e ondulando

Na vertigem da fome

Que o delírio pede

E o suor consome…



Devolve-me o céu

Que descobri nos olhos teus 

Ao toque ardente

Do tango vibrante nos meus.


terça-feira, 24 de março de 2015

PODES VIR...



Podes vir de fato e gravata 

Camisa talhada a preceito
Com aquele olhar que mata
Que diferencia o teu jeito!


Podes vir de calças vincadas
Bem passadas ou engelhadas
Sapatos pretos envernizados
E com os cordões desapertados!


Podes vir de jeans rasgados
Casaco de cabedal castanho
Ténis sem ser do teu tamanho
E óculos cinza espelhados!



Podes vir clássico ou desportivo
Com aquele teu antigo visual
Ou com um look mais casual
Desde que tenhas um motivo!




Podes vir… 
Não posso mentir
Vou sempre preferir
A nudez das vestes
O primor dos gestos.






18.03.15

quarta-feira, 18 de março de 2015

FORÇA DE EXPRESSÃO







Há dias em que as palavras 
Me rasgam a pele
O silêncio converte-me em poesia
E as minhas mãos são dádivas
Bronzeadas ao sol
Tateando os meus devaneios…



Há dias em que as emoções
Me cortam a alma
O sufoco apodera-se do coração
E o lado esquerdo do peito
- Do(rm)ente -
Não é mais o mesmo…




Há dias em que o amanhã
É avistado com esperança 
De que os valores ainda existam
A fome se vá embora
Os homens valorizem os afetos
E os apertos de mão sejam sinceros…




Há dias em que a liberdade
Se impõe como força de expressão
Os caminhos ganham nova magia
E a senda do sucesso
Pendura-se no sorriso
De quem a ergue.

segunda-feira, 2 de março de 2015

DUETO ANA COELHO E JESSICA NEVES - PARA MIM TUDO É SEMPRE TÃO POUCO





Tão perto do luar anda o pensamento
Foge a inspiração na luz de um tormento,

Abraço o vazio, questiono as horas
Adoço os sentidos por me lembrar do sol




Esqueço-me de mim, por momentos

Nas mãos, a fonte dos meus lamentos
Há quem diga – e bem – que as demoras
Deixam uma fenda no coração mole


Sopra o vento, correm os tempos
Nada fica no lugar, nem os momentos 
Águas novas correm dentro do olhar
Desenham pedaços calados para não magoar



No entremeio, cai um poema violento

Acolhido pelo meu olhar sedento
De glórias, a que não dá para voltar
Gavetas sem nexo, que tento arrumar



Soltam-se folhas, rabisco em raios
Alucinados em vertigens de muros contidos
Audaz pensamento liberto em versos loucos
Na penumbra dos versos controversos que a alma grita



Retomo o prazer das tardes de Maio

E ouço ruídos que trazem gemidos

Para mim tudo é sempre tão pouco
Minha alma sempre se agita.







21.02.15
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