BEM-VINDO(A) AO BLOG DE JESSICA NEVES *





(ÉS O MEU) LIVRO ABERTO

Desfolho-te como seda
Coberta de lantejoulas
Afasto a cortina lentamente
Pedaço a pedaço
Que bom é ler-te
Entre o jardim banhado em mel
E a cascata desnudada
No horizonte da tua sombra
Aragem perfumada de canela
Com pitada de pimenta
Ler-te é cegamente
Aquilo que me alimenta
Nas entranhas do meu ser.

25.09.2011











Aprecie as pequenas coisas da vida. São as mais belas e as mais intensas. Lembre-se que essas são as melhores.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

ENTREVISTA - REVISTA LITERÁRIA DIGITAL "LIVROS & LEITURAS"


Disponibilizo a Entrevista publicada na Revista Literária Digital "Livros & Leituras".




Jessica Neves nasceu a 8 de Março de 1994, em Coimbra. Descobriu o gosto pela poesia aos 17 anos de idade. Tem como motivação principal a paixão pela vida. O tema que lhe dá mais prazer escrever é o amor, destacando-se pelo seu estilo sensual e ousado. Tem participação em várias antologias poéticas. Publicou o seu primeiro livro “(Sem) Papel e Caneta, (Com) Alma e Coração”, em Julho de 2012, sob a chancela da Chiado Editora.

Livros & Leituras – Que significado tem para si o ato de escrever e a partir de que altura este se tornou “profissional”? 
Jessica Neves – O ato de escrever é pura libertação! É assim que me sinto quando escrevo. Despertei aos 17 anos para a escrita e, desde então que, foi adquirindo importância ao longo do percurso. Olhando o “antes” e o “agora”, sinto que há uma evolução gratificante. Sinto-me cada vez mais “presa” e dentro da teia das palavras e assim pretendo continuar. 

L&L – É preciso ser um bom leitor para se ser um bom escritor?
JN – Talvez. Penso que, essencialmente para quem faz da escrita um dos seus “lemas de vida”, há a necessidade constante da leitura, pois, estimula bastante. “Abre” a mente e coloca-nos mais além, ao nível do pensamento, do saber ser e estar, do modo como olhamos as coisas e a sociedade. Também aprendemos e crescemos com o que escrevemos, mas, sobretudo, com o que lemos.

L&L – O seu trabalho é versátil ou, pelo contrário, tem um estilo muito próprio e facilmente identificável pelos leitores?
JN – É versátil, na medida em que, tanto escrevo paixão, amor, como solidão ou melancolia. Ainda assim, não deixo de ter um estilo muito próprio, repleto de sensualidade, erotismo e ousadia que é realmente o meu estilo predileto e predominante.


L&L – Áreas como, por exemplo, a ilustração e a música têm vindo a afirmar-se na sua relação com a Literatura. Como encara esse facto?
JN – Sendo ambas áreas complementares, faz todo o sentido. Agrupar diferentes formas de arte é sempre uma mais-valia.
L&L – A tradição oral representa, nalguns países da lusofonia, uma importante marca de identidade cultural. A globalização e a dificuldade em editar podem ser uma ameaça à perda desse património?
JN – Podem ser ameaças, mas cabe a cada um de nós fazer a nossa parte, para que o património cultural não se perca e não morra.
L&L – A Língua Portuguesa é uma mais-valia no panorama literário mundial? 
JN – Gostaria de dizer que sim mas, tendo em conta que somos “pequeninos” acabamos por estar um pouco “limitados” por outras línguas mais influentes e globais, como a língua inglesa.
L&L – Quais os seus escritores lusófonos favoritos e porquê?
JN – Fernando Pessoa pelo desassossego, Florbela Espanca pela mestria, na construção dos sonetos, e Mia Couto pela figura incontornável que é e pelo que transmite em toda a sua escrita.

L&L – Ao nível da Literatura, que medidas poderão ser implementadas para que o universo lusófono seja uma realidade mais coesa entre escritores de diferentes nacionalidades?
JN – Os eventos literários onde se partilham e divulgam autores são imprescindíveis. O contacto com diferentes realidades/nacionalidades é sempre enriquecedor. Assim sendo, tornam-se essenciais, os encontros literários.
L&L – A Internet e os recentes suportes informáticos contribuem para o reforço e promoção do seu trabalho?
JN – Sim, contribuem para a promoção e para a divulgação de uma forma simples e de rápido acesso, sendo fácil chegar às pessoas.
L&L – Qual o maior desafio que já enfrentou ou que gostaria de enfrentar em termos profissionais?
JN – O maior desafio é viver sempre apaixonada pela vida. Caminhando degrau a degrau, gostaria de, um dia mais tarde, ser reconhecida pelo que escrevo.

*Entrevista realizada no âmbito do “Munda Lusófono – 1º Encontro Literário de Montemor-o-Velho”


Site: http://www.livroseleituras.com/
Desde já, agradeço a divulgação! :)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

INTERPRETAÇÃO

















Esta noite
A lua não invade o céu
Dos meus dedos
Nem a saliva tem força
Para fechar a carta que eu
Escrevo em segredo

Não quero que a leias…

[ Rasgo o papel

Talvez te tatue
A boca na pele
Ou me insinue
Com olhos de felina


Talvez seja mais fácil
Interpretares-me

[ Assim.




26.01.2015

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

NÃO GOSTO DOS AFETOS BANALIZADOS






Não gosto dos afetos banalizados.


Irrita-me principalmente, aquela ideia de termos de cumprimentar toda a gente

- até as desconhecidas 
- com dois beijos “só para parecer bem”.



Se não conhecemos as pessoas, para quê transmitir qualquer tipo de intimidade, quando na realidade 

não existe?

A resposta - que me ocorre - é imediata: porque “vivemos de aparências”! Vou cumprimentar, 


porque fica bem, por simpatia, “só para inglês ver”.



Sinto-me obrigada a cair no “cliché”.



E se conhecemos, porque temos de andar aos beijos para cá e para lá, à chegada e à saída? (Se não o 

fizermos, as pessoas ficam “ofendidas”.)

Questiono-me se isso demonstra realmente o quanto gostamos das pessoas…


Um carinho e a presença na altura certa não serão mais importantes que isso?!

Cada vez me oponho mais a estas “teorias pré-fabricadas” e ridículas que a sociedade “impõe” e 


abomino este tipo de atitude. Não por falta de educação mas, talvez fruto da minha personalidade 

cada dia mais vincada, de acordo com os princípios em que acredito.



Gosto de beijar, abraçar e tocar (n)as pessoas que me transmitem algo, além da aparência. 

Sabe bem, um beijo de saudade, um abraço forte num momento menos feliz.



Na minha opinião, os afetos são especiais. E sendo especiais, considero-os raros. Não são para 

serem esbanjados por aí, sem qualquer sentido, sem qualquer sentimento.


Beijem, com sentido(s).

Abracem, com sentido(s).


Perdoem-me o desabafo.

03.01.15

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

ELEGÂNCIA - APONTAMENTO POÉTICO








Elegância


Não se vê (só) na forma de vestir.

É saber ser e estar,


Desde a postura até ao olhar!






 in "Apontamentos poéticos"
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