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(ÉS O MEU) LIVRO ABERTO

Desfolho-te como seda
Coberta de lantejoulas
Afasto a cortina lentamente
Pedaço a pedaço
Que bom é ler-te
Entre o jardim banhado em mel
E a cascata desnudada
No horizonte da tua sombra
Aragem perfumada de canela
Com pitada de pimenta
Ler-te é cegamente
Aquilo que me alimenta
Nas entranhas do meu ser.

25.09.2011











Aprecie as pequenas coisas da vida. São as mais belas e as mais intensas. Lembre-se que essas são as melhores.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

CONTO DE NATAL: O NATAL PERFEITO DO MENINO SORTUDO






Miguel era um menino de seis anos, com a simplicidade desenhada no olhar.

Aproximava-se uma data muito ansiada tanto por ele, como por todas as crianças espalhadas pelo

mundo.

Sentia-se um menino diferente. E na verdade, era-o. Não só por lhe ter sido diagnosticada Síndrome 

de Down mas, pela sua personalidade sensível e singular.

Neste Natal, queria atrair para o seu pensamento, com muita força, o que mais desejava e tinha um 

pedido muito especial para fazer ao Pai Natal. A mais ninguém revelou o seu desejo, nem aos seus 

pais, que o questionaram vezes sem conta, acerca da sua prenda natalícia. Negava sempre querer 

alguma coisa pois, sabia das dificuldades económicas que atravessavam e, que o mais importante, o 

dinheiro não podia comprar: os afectos!


No dia de consoada, nada do que havia pedido faltava em seu redor: a família estava toda reunida e 

nem os filhós caseiros – que tanto adorava – feitos pela avó materna, faltavam naquela mesa 

apaziguadora, repleta de união e carinho. 

Eis que, quando tocaram as doze badaladas e foi altura de abrir os presentes, a árvore de Natal 

enfeitada a rigor e cheia de brilho, tinha uma prenda. O menino sortudo foi surpreendido pelos pais, 

que lhe ofereceram um álbum de fotografias de família, legendadas uma por uma, com sentimentos 

positivos da ocasião. Deu-lhes dois beijinhos e levou-os pelas mãos, para o sofá junto à lareira, para 

que pudesse folhear cada momento com eles. Sentou-se ao colo da mãe, colocou o álbum sobre o 

peito esquerdo e sorriu, agradecendo.

Minutos depois, adormecera assim, FELIZ!

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