BEM-VINDO(A) AO BLOG DE JESSICA NEVES *





(ÉS O MEU) LIVRO ABERTO

Desfolho-te como seda
Coberta de lantejoulas
Afasto a cortina lentamente
Pedaço a pedaço
Que bom é ler-te
Entre o jardim banhado em mel
E a cascata desnudada
No horizonte da tua sombra
Aragem perfumada de canela
Com pitada de pimenta
Ler-te é cegamente
Aquilo que me alimenta
Nas entranhas do meu ser.

25.09.2011











Aprecie as pequenas coisas da vida. São as mais belas e as mais intensas. Lembre-se que essas são as melhores.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

DUETO JESSICA NEVES E ANA COELHO - OFEREÇO OS LAÇOS DIVINOS AO DESTINO






Teço um poema com novelos desnivelados 
Na carência de um verso adormecido 
Procuro a face do equilíbrio dos dois lados 
Na esperança que algum faça sentido...

São versos transparentes e universais 
Nos verbos aconchegantes, em ruídos 
Das mãos pulsantes sem palavras iguais 
Passagens e moldes sem abrigos instruídos…

Ofereço os laços divinos ao tempo
Para que os ponha no devido lugar
Do que fui ou serei, sou só lamento
Só um colo ao sol me pode confortar…

Busco os raios de sol, no colo dos bocejos 
As brisas recuam no vento das palavras 
Esqueço os momentos amargos, dentro dos beijos 
Aqueles que me chegam em poesias abertas…

No calor dos olhares, trocamos maresias
Somos páginas de um livro inacabado
Que se escreve no leve desfilar dos dias
Numa moldura de amor simplificado…

14.01.14

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

LAPSO








Dói-me o espaço 





Entre o prazer e o desvanecer  



As frestas das mãos sem o abraço



O lapso



Entre Ser e não ser…



20.01.14

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

VERTIGEM DE NÓS






O beijo intenso que tu me dás

É doce arrepio, início do céu
Na certeza que mais satisfaz:
O aroma do teu corpo nu meu…

Sobem e descem
Mãos e bocas
Descem e sobem
Fartas e loucas…

Sobem e descem
Suores e calafrios
Descem e sobem
Néctares lambidos…

O beijo é a vertigem de nós
Saciada nos sexos rendidos
Nos suspiros a uma só voz
No seio dos corpos fundidos.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

JARDIM DE POBREZAS





Cai em mim

A rosa das incertezas
Pó d’alecrim
Jardim d’impurezas…

Cai em mim
A rosa dos desafetos 
Colo sem ti
Jardim d’esqueletos…

Cai em mim
O espinho das tristezas
Pesar sem fim
Jardim de pobrezas…

12.01.14

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

CONFRONTO COM AS PALAVRAS






É duro 

O embate com as palavras
O muro
Que dispara mil balas…

(Oh… como eu sei!...)

É duro
O confronto com as palavras
O furo
Que vontade de fazer as malas…

(Oh… como eu sei!...)

É duro 
O embate com as palavras
O muro
Que, sem querer, calas…

(Oh… como eu sei!...)

Será a cura
Sair (de) dentro delas
Ou será loucura
Continuar a amá-las
Como se fossem as coisas mais belas?!...

12.01.14

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

PODE O CÉU NÃO SER MAIS CLÍMAX







Pode o céu não ser mais clímax

Presença, vendaval, pura ilusão

Flecha, vertigem, rasgo que satisfaz

Nesta sede de viver até mais não…




Pode o céu não ser mais clímax

Paraíso infernal, rima descompassada

Hálito azul, espuma que (me) refaz

Nesta fome de ousar Ser – abençoada!



11.01.14

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

DUETO ANA COELHO E JESSICA NEVES - ACOLHEMOS GESTOS E LEMBRANÇAS





Labaredas de fogo 
Fogem em correntes de nada 

Tocam a linha do horizonte 

Onde o olhar pousa os sonhos…

Onde o olhar pousa os sonhos 
Corre uma cascata em voos livres 
Apêndice de caminhos intermináveis 
Na senda da glória alcançada...

Na senda da glória alcançada 
Remamos em enseadas despertas 
Na liberdade onde as correntes alertam
Sem vento no tempo das colheitas...

Sem vento no tempo das colheitas
Acolhemos gestos e lembranças
Que a alma passa para o papel
Para eternizar como amuleto…

Para eternizar como amuleto 
Bem no cerne do peito 
De onde jorram rubros pulsares 
Em lábios de quente olhar...

Em lábios de quente olhar
Que tocam o algodão do céu
No topo da verde fantasia 
Que inspira quem a respirar…

12.01.14

sábado, 11 de janeiro de 2014

GRITO DOS GESTOS




Há o grito dos gestos
Incrustado no silêncio da solidão
Ruídos modestos
Arrufos de mãos
Que não se dão…

Há o grito dos gestos
Perpetuado no cálice das mágoas
Cigarros funestos
Não dão tréguas
Em poluídas águas…

Há o cume dos desejos
Amarrado ao ontem d’agora
Cálidos ensejos
Vazio sem hora
Tempo que demora…

Há o cume dos desejos
Abraçado ao sonho d’esperança
Promessas entre beijos
Suor sem mudança
Desequilíbrio da balança…

11.01.14

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

ORVALHO (NO CAIS DOS MEUS OLHOS)





Empoleiram-se mil gotas d’orvalho 
No cais dos meus olhos

- Persianas submersas -

Sempre que o corpo teu 
Se afasta do meu
Calor.



É lonjura, é devaneio
O fervor

Da pele pelo meio

O desamor
Um cego tiroteio…

No cais dos meus olhos
Há um caos cosido à mão
Não há rosas aos molhos
Nem sequer, (o) coração.


08.01.14

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

LÍNGUA GESTUAL DO CORPO (PELE CONTRA PELE)









Quero o cálice rubro 



Da paixão derramada



Pela língua gestual do corpo



A entreabrir-se em gotas de suor



De pele contra pele



Nu gemido avassalador



Na rouquidão da fome



Nu (re)pousar do mel



Nu (des)abotoar do amor.





24.12.13

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