BEM-VINDO(A) AO BLOG DE JESSICA NEVES *





(ÉS O MEU) LIVRO ABERTO

Desfolho-te como seda
Coberta de lantejoulas
Afasto a cortina lentamente
Pedaço a pedaço
Que bom é ler-te
Entre o jardim banhado em mel
E a cascata desnudada
No horizonte da tua sombra
Aragem perfumada de canela
Com pitada de pimenta
Ler-te é cegamente
Aquilo que me alimenta
Nas entranhas do meu ser.

25.09.2011











Aprecie as pequenas coisas da vida. São as mais belas e as mais intensas. Lembre-se que essas são as melhores.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

DOLOROSO ENLACE









Enlaça-me a dor por dentro
Enquanto calco as paredes da alma

Só a tua voz amena do momento

Penetra em mim e me acalma…



Oh! Agreste tempestade 

Que não fere só os olhos
Nem sequer tenho vontade
De colher rosas aos molhos!

…Amor é dor; dor é amor 
Caminham de mãos dadas
Realidades entrelaçadas
Como a tela é do pintor! 

(Enlace que é enlace
Não é só feito 
De sorrisos na face
É erróneo pensar desse jeito!
Tem de doer e rasgar o peito!)

É doloroso todo o enlace!
…Procuro que o tempo 
Faça de ti só momento
E a teu lado, não passe!

27.03.13


REFÚGIO E LIBERTAÇÃO ANGELICAL(MENTE)






  Todas as noites contemplava Angelica. Nunca me atrevi a perguntar-lhe o nome mas, batizei-a assim, pelo seu ar angelical.
  Seus cabelos soltos eram fios doirados, genuínas barbas de milho e os olhos de amêndoa tão doce transportavam-na para o algodão das nuvens que, tocava com as suas mãos delicadas. Pisava o céu como se fosse seu, suave e livremente. Adivinhava-lhe o largo sorriso pelo rosto aceso ao compasso da lua. Possuía uma silhueta perfeita com contornos bem delineados.
  Não a invejava, pelo contrário, admirava-a! Fascinava-me o seu ar descontraído com pitada de sensualidade e ousadia.
  Angelica debruçava-se sobre a janela do quarto e folheava um livro de poesia até à chegada da lua. Despudorada, bebia uns goles de vinho tinto, rodopiava entre os degraus da solidão e subia até ao paraíso. Aos poucos, desabotoava a seda que a cobria e renascia, como se fosse alma e coração ao mesmo tempo. Como se o tempo veloz parasse e não fosse mais tempo. O vento só lhe soprava os cabelos, os sonhos permaneciam no mesmo lugar. Era ali, em plena noite, que queria realizá-los.
Abraçava com ternura, as ruas e os laços numa dança contagiante. Meu corpo sorria e também balançava…
  Eu encontrava-me no seu horizonte mas, de tão entretida que estava ela nem sequer dava por mim.
  Todas as noites, éramos retalhos de vida angelical(mente), refúgio e libertação.


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