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(ÉS O MEU) LIVRO ABERTO

Desfolho-te como seda
Coberta de lantejoulas
Afasto a cortina lentamente
Pedaço a pedaço
Que bom é ler-te
Entre o jardim banhado em mel
E a cascata desnudada
No horizonte da tua sombra
Aragem perfumada de canela
Com pitada de pimenta
Ler-te é cegamente
Aquilo que me alimenta
Nas entranhas do meu ser.

25.09.2011











Aprecie as pequenas coisas da vida. São as mais belas e as mais intensas. Lembre-se que essas são as melhores.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

COR DE NADA





















No desagasalho do peito
O que arde é fumo dos lençóis
Que pune o olhar sem sóis
Na tempestade desfeito…

São feridas melancólicas
Em rasgos incompletos
São construções alcoólicas
Em fragmentos dispersos…

É um chão sem ponte
Que lavra noites a picotado
Que tece a cor de nada, o horizonte
(Sobre)vivendo arruinado…

Poiso no melhor leito
Entre as horas mornas
Enquanto as linhas tortas
Me amarram o peito…

São cordas desalinhadas
Na penumbra atravessadas
Na tentativa do anel
Sustentar o fio de mel…

…E eu, degrau a degrau
Peço um sorriso emprestado
Embarco na longa solidão
Que nega ter-te do meu lado.

12.05.13
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