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(ÉS O MEU) LIVRO ABERTO

Desfolho-te como seda
Coberta de lantejoulas
Afasto a cortina lentamente
Pedaço a pedaço
Que bom é ler-te
Entre o jardim banhado em mel
E a cascata desnudada
No horizonte da tua sombra
Aragem perfumada de canela
Com pitada de pimenta
Ler-te é cegamente
Aquilo que me alimenta
Nas entranhas do meu ser.

25.09.2011











Aprecie as pequenas coisas da vida. São as mais belas e as mais intensas. Lembre-se que essas são as melhores.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A MINHA ESCOLA (NUM OLHAR DE MENINO)

















Do telhado da minha escola
Avisa-se um pouco de tudo
Vejo os rapazes jogando à bola
Lembro-me de quando era miúdo!

Era um génio pequenino
Que Deus um dia inventou
Quase nada mudou
Nem as feições de menino!

Volto sempre aqui…
Oh, minha escola! Pedaço de vida!
Se soubesses o quanto gosto de ti
Lágrimas e vitórias
Guardo numa tela jamais esquecida!

O jogo do lencinho
E até o do pião
Tudo por um docinho
Tudo para dar a mão!

Guardo com tanta nostalgia
Cada brincadeira, cada momento
Olho as faces sem alegria
Qual será o motivo do descontentamento?

Jovens nos bancos do jardim
Mochilas às costas cheias de nada
Olho e penso: -“Eu não era assim
Que malta desconcertada!”

Mentes e chãos poluídos
A campainha soa, mil e um ruídos
Cadernos em branco, adormecidos
Corpos suados, semblantes encardidos…

Preocupações banais
Vícios cada vez mais
A inocência d’antigamente
Passa ao lado, simplesmente!

Vai longe, muito longe
O tempo da minha escola…
Hoje
A azáfama deixou de existir
Os jovens fazem o mínimo
Querem logo desistir!

25.01.13

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