BEM-VINDO(A) AO BLOG DE JESSICA NEVES *





(ÉS O MEU) LIVRO ABERTO

Desfolho-te como seda
Coberta de lantejoulas
Afasto a cortina lentamente
Pedaço a pedaço
Que bom é ler-te
Entre o jardim banhado em mel
E a cascata desnudada
No horizonte da tua sombra
Aragem perfumada de canela
Com pitada de pimenta
Ler-te é cegamente
Aquilo que me alimenta
Nas entranhas do meu ser.

25.09.2011











Aprecie as pequenas coisas da vida. São as mais belas e as mais intensas. Lembre-se que essas são as melhores.

sábado, 28 de dezembro de 2013

VOTOS DE BOAS FESTAS








Deixo aqui os meus votos de boas festas. 



Que 2014 seja um ano pleno de sorrisos, conquistas 



e realizações a todos os níveis. 




Que a nossa força se  faça sentir não só, nas vitórias 



como também, nos  momentos menos bons! 





Que o nosso pensamento sempre atraia coisas 


positivas! 





A TODOS OS QUE ACOMPANHAM ESTE BLOG O 


MEU (E)TERNO AGRADECIMENTO!




PARA O ANO PROMETO MAIS NOVIDADES 


POÉTICAS!





OBRIGADA!





Um brinde à vida: a todos aqueles que bebem a 



felicidade em goles de simplicidade!





Festas felizes! *




Jessica Neves *

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

SILÊNCIO QUE SEDUZ








Nos teus olhos 



- o maior poema - 


o paraíso, 


nu silêncio 


que seduz 


por inteiro.

domingo, 15 de dezembro de 2013

NO LEITO DAS HORAS MORNAS - DUETO TERESA TEIXEIRA E JESSICA NEVES



Disseste-me que 
Para me poderes amar, 
Teria que saber ler-te a alma... 
Mas que é do mar 
Se a névoa o esconde, 
Onde é o sul 
Se não vejo o sol, 
Onde?...


Disseste-me que
Para me poderes tocar,
Teria que saber juntar as palmas…
Mas que é do lar
Se a fonte o esconde 
Onde é a lua
Se não vejo a pele tua 
Onde?...

Pedi-te que fosses 
O rio de águas límpidas 
Onde bebem todos os abraços. 
Mas que é da margem 
Se a terra é asa,
Onde é o longe 
Se regresso a casa 
E a sede é cedo, 
E o tarde é hoje...?

Pedi-te que ficasses
No leito das horas mornas
Onde cedemos nossos cansaços.
Mas que é da viagem
Se o céu desiste
Que será bagagem
Se o coração sem estrada
Rasga a ilusão
E mais nada…? 



13.12.13

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

POEMA MUDO - DUETO ANA COELHO E JESSICA NEVES

























Passa o tempo na voz do vento
Esqueço a hora para decorar as silabas do silêncio
Recosto a inspiração num suspiro sem ar
Morrem as palavras sem nada falarem

Encosto o ouvido à almofada
Anseio o canto da aurora
Em sussurros suaves, fábulas encantadas
Deitadas num corpo que agora chora...


Aconchego os lençóis à sede do pensamento
Viajo por nuvens da lua no universo calado
Nas insónias das lágrimas é escuro o sentir
Apenas os recados da alma ficam para me acudir

Sorvo cada gota que cai pelo rosto
O poema é mudo e as mãos estão vazias
Quem me dera beber desse teu mosto
Talvez acalmasse minhas noites frias…


10.12.13

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

CASA DE AFETOS - 3º LUGAR NO XVIII CONCURSO DE POESIA DA APPACDM DE SETÚBAL




Abriste a porta
Ao sopro da esperança 
Extraíste os afetos maiores 
Pela janela do peito



Enfeitaste o teu quarto
Detalhadamente
Com paredes multicolores
E gloriosos quadros
Ressaltando batalhas
Encheste o armário
Com trajes leves 
E nas gavetas
Encontraste o bálsamo perfumado
Das fotografias a preto e branco
Dos sorrisos que voltariam a ser presente…



Paulatinamente
Pisaste trilhos sonoros
E até o chão se rendeu a ti…



Do telhado avistaste a multidão
E dividiste a tua casa
Com a humanidade
Que te recebeu sem mácula
Partilhando contigo 
O jardim de todas as fantasias.







Pseudónimo: Âncora

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

GOMOS DE TERNURA - POEMA PREMIADO COM MENÇÃO HONROSA NO XVIII CONCURSO DE POESIA DA APPACDM DE SETÚBAL




Desabotoo-te gestos
Que dedilhas sem pressa 

No oceano de todas as quimeras

Aperfeiçoas ténues riquezas
Cálidos gomos de ternura
Sorrisos (des)apertados
Cedidos de olhares prenhes
Forrados em talha dourada
No berço onde te aninhas
Desliza o silêncio incorporado de sons 
No leito acetinado das tuas asas 
Polvilhas tua fábula de mil encantos
Regas-te com o perfume salpicado
E inebriante das rosas brancas
E entregas-te sem pudor
Às hábeis mãos 
Que se estendem à tua volta.






Pseudónimo: Âncora
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