BEM-VINDO(A) AO BLOG DE JESSICA NEVES *





(ÉS O MEU) LIVRO ABERTO

Desfolho-te como seda
Coberta de lantejoulas
Afasto a cortina lentamente
Pedaço a pedaço
Que bom é ler-te
Entre o jardim banhado em mel
E a cascata desnudada
No horizonte da tua sombra
Aragem perfumada de canela
Com pitada de pimenta
Ler-te é cegamente
Aquilo que me alimenta
Nas entranhas do meu ser.

25.09.2011











Aprecie as pequenas coisas da vida. São as mais belas e as mais intensas. Lembre-se que essas são as melhores.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

FLOR EM CIO - DUETO TERESA TEIXEIRA E JESSICA NEVES















Ventos de pétalas perpassaram Os ciclos da nossa pele, Solstícios quentes A iluminarem restos das flores rúbias Que plantamos...
Folhas de corpos enternecem As cascatas do nosso fogo, Outonos esvoaçantes A espalharem doses de chuvas mornas Que colhemos...
E o sentir é fruto enaltecido, Altar de inverno consagrando Vinhos às nossas bocas, Rosa suprema desabrochando ventres Prometidos
E o amar é fruto já servido, Verso de primavera desfrutando, Livro às páginas loucas, Suco eterno serpenteando horizontes E gemidos.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

SINAIS - DUETO JESSICA NEVES E EMANUEL LOMELINO



Se na vida atingimos a glória
Através das batalhas travadas
Algumas metas conquistadas
Jamais nos ficam na memória.

Se a vida, por si só, é vitória
P'lo sucesso das empreitadas
Não serão vitórias alcançadas
Um sinal de conquista ilusória?

Se no tempo perdemos tempo
Através dos relógios alterados
Alguns roteiros são evitados
Sempre nos trazem desalento.

Se o tempo, por si só, é momento
P’lo que se vive sem (se) viver
Não será o que acreditamos ter
Um sinal soprado p’lo vento?




17.11.13

domingo, 24 de novembro de 2013

NU ORGASMO DAS PALAVRAS




















Esta noite veste-se 
Com um manto de rosas nuas
Pelo areal salgado
Sou corpo de mar a querer desabotoar-se
Pelos teus dedos famintos
Cor de lua cheia…

Embebeda-me com a dança dos lábios
Enfeita minha silhueta com a tua boca
E rodopia sobre a minha cintura
Até ao (en)canto da aurora…

A maior onda poética levanta-se em ti
Des(a)pertando dentro de mim
Todos os poros da loucura
Em frenética ondulação
De sons e fragrâncias
Onde começa e acaba o desejo
Nu orgasmo das palavras.


02.07.13


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

CHAMA




Sê-me poema
Ao beijo da pele
Agridoce dilema
Tentação, fio de mel...


Sê-me presente

Ao toque desejado
Laço confidente
Num embrulho ousado...



Sê-me verso

Ao prazer da c(h)ama
Silêncio disperso
Na voz de quem ama...



Sê-me loucura

Aos poros desatados
Leve candura
Em sorrisos roubados!



18.11.13

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

JARDIM DE POESIA - DUETO EMANUEL LOMELINO E JESSICA NEVES




Neste jardim de poesia que eu vejo
plantei uma flor, bonina-do-desejo
cujo perfume me cativa, m’inebria.
Tem suavidade dum amor-perfeito
delicado como virgem no seu leito
bela sonoridade, celestial melodia.

Neste jardim de poesia que eu toco
plantei um odor que me deixa louco
cujo aroma me comove, m’arrasa.
Tem intensidade de mulher-poema
sedutora nata num puzzle-dilema
tela sedutora, acolhedora casa.

Neste jardim de poesia que eu vivo
mais que paixão, é amor que cultivo
cuja fragrância me enlaça, m’encanta.
É uma relíquia e é eterna esperança
que na vida poucas vezes se alcança
e transforma o poeta em alma santa.  


Neste jardim de poesia que eu amo
mais que desejo, é prazer que clamo

cuja vontade me ferve, m’arranha

É uma alquimia e é risco desmedido 

Que no fado tantas vezes é conduzido

Ao delírio infernal que no céu se banha.


17.11.13

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

PONTE DE LAÇOS (*)



Desci pelo ondular do teu sorriso
Como quem desencanta poesia
Entre montes e vales gritantes
Apareceste Sol d’Outono
Com os dedos saltitantes
Largaste o medo do sonho
Nos teus olhos cobertos de maresia
Pincelaste ao teu ritmo, o arco-íris
Construíste barcos em folhas de papel
Em teu redor, ergueste robustos castelos 
Moldaste os teus braços aos meus
Fizeste-me crer
Na ponte de laços 
Que suaviza e eterniza 
A cascata da vida!


Num anel matizado de sonhos

Desarmados de cobardia e rancores
Estendes as mãos às singelas colheitas
Teu jardim perfumas de múltiplos odores
Tu
(Que) és plural
No verso que te cabe (por) inteiro
Por direito!





Pseudónimo: Âncora



 (*) Um dos meus três poemas escritos para a participação no XVIII concurso de Poesia da APPACDM de Setúbal (Novembro 2013), este ano, subordinado ao tema “A Poesia que há em ti”, com o objectivo de estimular a actividade criadora e sensibilizar a comunidade para a problemática da deficiência mental.


domingo, 17 de novembro de 2013

RESULTADOS FINAIS DO XVIII CONCURSO DE POESIA DA APPACDM DE SETÚBAL




1º Prémio

- Poema Nº 43 - "Estavas sentado a apanhar estrelas no beiral da casa" - Pseudónimo - " Lago Azul" - Identificação - Olívia da Visitação Pinho dos Santos" (S. Domingos de Rana)

2º Prémio

- Poema Nrº 24 - " Poema que és para mim" - Pseudónimo - "Luz Liberdade" - Identificação - Ana Coelho (Carregado)

3º Prémio

- Poema Nrº 38 - " Casa de Afetos" - Pseudónimo " Âncora" - Identificação - Jessica Alexandra Raimundo Neves ( Soure)




MENÇÕES HONROSAS

- Poema Nrº 81 - " Por ti, Poema" - Pseudónimo - "Líria Teixo" - Identificação - Teresa de Jesus Ferreira Teixeira ( Vila Nova de Gaia)

- Poema Nrº 54 - " Palavras sem alma" - Pseudónimo - " Ana Fonte" - Identificação - Manuela Ferreira ( Ponte de Lima)

- Poema Nrº 39 - "Gomos de Ternura" - Pseudónimo - " Âncora" - Identificação - Jessica Alexandra Raimundo Neves ( Soure)





PARABÉNS à APPACDM PELA INICIATIVA E A TODOS OS PREMIADOS! :) 

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

CASCATA DE SEXOS LIVRES




Quero

Os gomos dos teus olhos

A desabotoar minhas vestes
Nu(m) poema intemporal
Declamado em céu aberto…



Quero

O fogo que rompe 

O bailado incandescente
Do toque
Dos lábios e da língua
Pelo corpo fora
(A)dentro…


Quero

A cascata de sexos livres

Presa à bebedeira cega

Que escorre excessivos pedaços
Sedentos de nós…



Quero

O vagido prenhe dos sinos

Ao compasso da acesa melodia

Que (en)canta em todos os lugares
Onde loucos
Ousamos ser
- Poesia.


30.10.13

terça-feira, 12 de novembro de 2013

PRAZER




Cai da tua boca em flor 

Uma cascata de sons e agridoce sabor
Que me encanta desabotoar
De par em par
[...E tudo é desejo, paixão, prazer
Nu(m) lugar rendido, que sabe Ser.




12.11.13

domingo, 10 de novembro de 2013

DUPLAMENTE PREMIADA NO XVIII CONCURSO DE POESIA DA APPACDM DE SETÚBAL



6 prémios atribuídos, 2 distinções 
É um orgulho enorme estar entre poetisas (e) amigas que admiro... Ana Coelho e Teresa Teixeira... Não poderei estar presente mas estarei bem representada 

A todos os que me acompanham nesta ainda curta caminhada, o meu AGRADECIMENTO... 

RESULTADOS POR ORDEM ALEATÓRIA

Este é o resultado da apreciação do júri de seleção do XVIII Concurso de poesia da APPACDM de Setúbal.
A ordem, abaixo listada, é aleatória e só será divulgada a sequência correta na Cerimónia de Entrega de Prémios, que terá lugar no dia 16/11/2013, pelas 15 horas, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal, Sessão, para a qual convidamos toda a comunidade:

- Poema Nrº 39 – “ Gomos de Ternura” – Pseudónimo – “ Âncora” – Identificação – Jessica Alexandra Raimundo Neves – (Soure)
- Poema Nrº 43 – “Estavas sentado a apanhar estrelas no beiral da casa” – Pseudónimo – “ Lago Azul” – Identificação – Olívia da Visitação Pinho dos Santos – (S. Domingos de Rana)
Prémio – Poema Nrº 24 –“ Poema que és para mim” – Pseudónimo – “ Luz Liberdade” – Identificação – Ana Coelho - (Carregado)
- Poema Nrº 54 – “Palavras sem alma” – Pseudónimo – “Ana Fonte” – Identificação – Manuela Ferreira – ( Ponte de Lima)
- Poema Nrº 81 “Por ti, Poema” – Pseudónimo – “Líria Teixo” – Identificação – Teresa de Jesus Ferreira Teixeira ( Vila Nova de Gaia)
Prémio – Poema Nrº 38 – “ Casa de Afetos” – Pseudónimo – “ Âncora” – Identificação – Jessica Alexandra Raimundo Neves – (Soure)

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

BANHA-ME DE TI




Banha meu olhar
Com cumplicidades despidas 
De cores que me sabem amar
Para lá da quimera das nossas vidas…


Banha minha boca
Com versos ri(t)mados
De línguas e carência louca
Em ritmos aliciantes, descompassados…



Banha meu ouvido
Com hálitos quentes (d)e ousadia
De palavras trincadas, com o ruído
Das rochas envolvidas pela maresia…



Banha meu pescoço
Com frenéticos arrepios
Como folhas abanando no troço
Da árvore de todos os estios…



Banha meu ventre 
Com melodias adocicadas 
Pelo teu toque, deixa que entre
Nós, o amor se resuma a pétalas rasgadas…



Banha minhas virilhas
Com movimentos de te(n)são
Frutas tropicais no cais de ilhas
Bordadas no lençol rubro da paixão…



Banha meu sexo
Com os dedos e os lábios teus
Com a tua invasão, sem nexo
Cai nos encantos e delírios meus…



Banha meus pés
Com os trilhos que os teus pisam
Com o licor e a tempestade que és
Com as carícias que me amenizam…



E por fim, sem fim
Banha sem medo, minhas mãos
Com a ternura que pousa em ti, (as)sim
Nu(m)a entrega sem senão’s!



27.10.13

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

POEMA CONTRAFEITO





Perco-me neste poema contrafeito
Entre a penumbra amarga do tempo
O relógio bate veloz contra o meu peito
Onde tu és um sopro, um momento…


Invento-te à força, de qualquer jeito
Trago-te um recado da minh’alma:
Quero amar(-te) mesmo com defeito
E transformar tua revolta em calma…



Quero desatar sorrisos no teu leito
Nas margens plenas do meu rio
Entoando em uníssono, o cálido efeito
Da sofreguidão da pele, sem frio.



28.10.13
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