BEM-VINDO(A) AO BLOG DE JESSICA NEVES *





(ÉS O MEU) LIVRO ABERTO

Desfolho-te como seda
Coberta de lantejoulas
Afasto a cortina lentamente
Pedaço a pedaço
Que bom é ler-te
Entre o jardim banhado em mel
E a cascata desnudada
No horizonte da tua sombra
Aragem perfumada de canela
Com pitada de pimenta
Ler-te é cegamente
Aquilo que me alimenta
Nas entranhas do meu ser.

25.09.2011











Aprecie as pequenas coisas da vida. São as mais belas e as mais intensas. Lembre-se que essas são as melhores.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

QUANDO A NOITE SUSSURRA POESIA







Quando a noite sussurra poesia


Chamo o bálsamo do corpo teu


À chuva despenteada do meu


E faço de ti prazer, até ser dia!







29.10.13

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

MEL




Pousa ao de leve, nos meus lábios
O mais cálido beijo d’outono

Dedilha uma harpa d’aromas sábios 
Arrepia-me, atormenta o sono 
Folheia cada poro da minha pele
Porque a noite quer-se com(o) mel…

28.10.13

domingo, 27 de outubro de 2013

DUETO ANA COELHO E JESSICA NEVES - NA MEMÓRIA ENCOBERTA DAS HORAS






Entrego-te a essência 
Na memória encoberta das horas

Onde os desejos ficam no silêncio 

Dos gestos que os dedos tocam 
No branco e preto do piano mudo...

A melodia que dedilhamos 
Tomba do sabor dos lábios teus 
Em pautas de sons desalinhados 
Na sede de os colar aos meus 
E de ver os sonhos a dois concretizados...

Numa renda estrelada 
No luar crescente do vento suave 
Que as mãos tecem em laços que permanecem 
Sem ponteiros descoordenados 
Nos solfejos de uma linha pautada...

Ao de leve, bordas-me de linho
Enleias-me a ti, de cor
A paixão e o amor pedem ninho
Numa rendição que se quer
Devagarinho, ao pormenor!...


27.10.13

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

CHOVE(S) EM MIM





Ainda sinto o aroma da tua voz

Empoleirada ao meu pequeno ouvido 

Na urgência de me falares de nós
Chove no decote do meu vestido

Chovem carícias por mim abaixo
Chove(s) poesia por mim acima
…Lentamente, contigo encaixo
Como uma genuína obra-prima

Chove na minha pele aveludada
No sossego casto do teu abraço
Não há espaço para mais nada
Sou Mulher, em ti me (re)faço!

22.10.13

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

(IN)CONSTANTE




(In)constante é o verso
Que baila no corpo meu 
Na pressa de s’enlaçar ao teu
E rodopiando faz crescer 
A sede de (te) querer 

- Poesia -

À mesa à hora da ceia 
Na carne embrulhada
Em noite salpicada
De melodia e lua cheia!


16.10.13

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

DANÇA POÉTICA






Uma mão (es)corre pelas tuas costas

A outra apoia-se na cintura
Ele faz o movimento que mais gostas
E tu deixas-te ir na loucura…

Leva-te um copo de vinho aos lábios
Não te atreves a dizer que não
Depois suave, poisa-o na tua mão
E prova-os, tomando-os como sábios…

(O copo entorna-se pelo vestido
Ele coloca-o ao de leve, no chão
Diz-te o quão és linda, ao ouvido
E sorri-te, em modo “sedução”)

Continua a dança pelas costas
Alinhando na maior aventura
Sempre fazendo o que mais gostas
Envolvendo as mãos com ternura…

Brinda-te com uma pequena flor
Prende-a a um fio do teu cabelo
Como um doce e poético novelo
Como um longo pedaço d’amor…

…Desabotoa-a, pétala a pétala
Como também se desabotoa a si
Num olhar rasgado que só cala
Toda a tempestade, dentro de ti.

19.10.13

sábado, 19 de outubro de 2013

PESO























O peso da máscara
No negrume nojento do chão

O toque adormecido
Dos lábios ao sopro do coração

A perda de identidade
A queda da esperança

A mão que não alcança
Um pingo d’imunidade

Oh! Onde estás liberdade?
Quero encher a pança!
Ri-se de mim, a falsidade
E eu morro, sem bonança!

18.10.13

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

RESCALDO





Em cada vértebra
O rescaldo do poema


- Dilema -



A sombra do destino
Infiel



O rasgo do peito
Cruel



O gemido do luar
Cede à meia-lua



O corpo a desejar
A pele que não é sua.




17.10.13

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

DEVOLVE-ME O POEMA





Devolve-me o poema

Que roubaste ao meu corpo
Na noite em que todas as estrelas
Se (des)abotoaram de nós...



Pendura-o na tua boca
Enrola-o à minha língua
E vai descendo e ondulando
Na vertigem da fome
Que o delírio pede
E o suor consome...

Devolve-me o céu
Que descobri nos olhos teus
Ao toque ardente
Do tango vibrante nos meus.

11.10.13

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

NA RAIZ DO VERBO AMAR






Troco o folhear do livro
Pelo enlace das mãos 

Raízes envolvidas

Em carícias que se completam…



Troco a leveza da noite

Pelo conforto do sorriso

Poisado no peito desnudo
Após a gula do prazer…



Troco a inocência do olhar

Pelo arrepio do beijo

Na cadente despedida
Do teu corpo (n)o meu…




Se posso ter

O folhear do livro

A inocência do olhar
A leveza da noite
Na raiz do verbo Amar
Não há razão para trocar
O que está poeticamente 
Destinado a se encontrar!



08.10.13


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