BEM-VINDO(A) AO BLOG DE JESSICA NEVES *





(ÉS O MEU) LIVRO ABERTO

Desfolho-te como seda
Coberta de lantejoulas
Afasto a cortina lentamente
Pedaço a pedaço
Que bom é ler-te
Entre o jardim banhado em mel
E a cascata desnudada
No horizonte da tua sombra
Aragem perfumada de canela
Com pitada de pimenta
Ler-te é cegamente
Aquilo que me alimenta
Nas entranhas do meu ser.

25.09.2011











Aprecie as pequenas coisas da vida. São as mais belas e as mais intensas. Lembre-se que essas são as melhores.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

FUGA - DUETO TERESA TEIXEIRA E JESSICA NEVES






















Não sei se chame fuga à iniciação do teu voo.
Antes um golpe de asa, um reflexo encandeante,
Uma réplica inesperada do impulso que te sou,
Um querer ir mais alto, mais distante,
Ser, enfim, livre – de voltar ao céu que te gerou!


Meu pássaro azul, minha certeza,
Que a aventura é risco e é beleza!

Não sei se chame bênção à força que te levou
Antes uma ferida no peito, uma dor penetrante,
Uma cama fria com um lençol que a desmanchou,
Um desalento em mim, num desfiar revoltante,
Ser, enfim, sem ti – sem o aroma a que o teu corpo me habituou!

Meu castelo desfeito, minha pobreza,
Que o fado é curto p’ra tanta tristeza!


Só sei que com meus braços nus ainda vou
Cobrir de flores, em equinócios de amante,
Sempre esperando o amor pródigo que ditou
Ser eu a árvore que escolheste para doravante
Folheares, aprendendo com o vento que passou!

Meu poema alado, minha destreza
Que o amor é a maior fonte de riqueza!


28.04.13



BLOG DE TERESA TEIXEIRA:
douroumpoema.blogspot.com

OBRIGADA TERESA!
Adorei mesmo de coração este dueto!
As nossas partilhas poéticas estão cada vez melhores! :)

domingo, 28 de abril de 2013

NO AUGE DA MEMÓRIA





O ventre desliza pelos lençóis da cama morna
E o cheiro da chuva anuncia o teu
Como vento que passa pelo auge da memória
No verniz que pelo meu corpo (te) entorna
Na interrogação do maior ponto de luz no céu
Incapaz de abandonar a (nossa) história…

Enlaço-me e aperto o tempo
Longe, com a tua afável mão
Subjugada à rejeição do meu peito…
É de luto o momento
Em que o coração
Se encontra desfeito.

(Quisera eu sentir-te em mim
Oh!... Mas eu sei que é o fim!…)


Entendo que a vida nem sempre é
Entoada com o canto da vitória
Depois de amanhã talvez, me consiga por de pé
(Por isso, não me visto de preto
Nem ponho de lado, o meu amuleto!)

Guardo no auge da memória
Gestos em momentos detalhados
Que da lembrança, jamais serão apagados!

sábado, 27 de abril de 2013

quinta-feira, 25 de abril de 2013

25 DE ABRIL





Na esperança d’Abril
Em cânticos de revolta 
Reivindicar seus direitos mil
A multidão sua voz solta...


Pela democracia e pela verdade
As ruas vestem-se de cravos e afinco
Apregoando o dia da liberdade 
Que se comemora a vinte e cinco!



25.04.13

terça-feira, 23 de abril de 2013

DIA DO LIVRO


Hoje o calendário marca um dia importante: o Dia do Livro! Fui convidada a estar presente no Jardim de Infância do Centro Social de Alfarelos, para contar histórias a meninos pequeninos e lindos, cheios de sorrisos e muita energia, num espaço onde "não há lugar para tristezas"! :)

Entre histórias e sorrisos, ainda houve tempo para jogar à bola, andar de escorrega e de baloiços, distribuir abraços, beijinhos e rebuçados! Adorei esta primeira experiência e prometi voltar! Foi (mais) um desafio superado e gratificante! Agradeço desde já, o convite! :)


"1, 2, 3 BANANAAAAAAAAAAAA"


Tive direito a presente e tudo com desenhos dos meninos lindos.
Muitos deles, a ilustrar,eu a ler-lhes uma história :)



FOTOS E PALAVRAS EMOCIONADAS DE JESSICA NEVES NA APRESENTAÇÃO DO SEU LIVRO NO IPH


A sala muito bem composta


 Ana Baptista (senhora d'emoções que também apresentou o seu livro na mesma noite) e Jessica Neves

Ana Baptista sorridente leu um poema do livro de Jessica Neves



Os músicos Miguel Cruz e Duarte Emi

Hoje além das fotos, partilho as minhas palavras emocionadas na Apresentação do meu livro, inserido na Semana Cultural e nos "Livros com chocolate" no IPH, no dia 12 de Abril.

Palavras essas de Alma e Coração de alguém, que se emocionou com a presença de familiares, amigos e muitos outros que encheram a sala e a minha alma!

1 minuto e 18 intenso mas, curto para gerir tamanhas emoções.



Acabei de publicar o vídeo no youtube :)


Deixo o link para quem quiser ver:
http://www.youtube.com/watch?v=fptKB-8qVbA


A todos os que me acompanham o meu agradecimento é eterno. *****

segunda-feira, 22 de abril de 2013

DUETO TELMO ROLO E JESSICA NEVES - SIMPLESMENTE AMOR






















O amor faz nascer 
A vida em mim 
No que me faz crescer 
A viver até ao fim…

O amor

É um poema a dois
Pincelado de cor e dor
Que não se quer para depois!


É um sentimento infinito 

De seu belo ser 
Entre tudo o que há de mais bonito 
Do que todos sonham ter…

Para se atingir a felicidade
Amor é preciso sentir e viver
Nas asas da liberdade
No mais íntimo do ser!

A vida vive 
No seu amor 
Sem o sentimento sobrevive 
Sem viver, ao sobreviver na dor…

Mistura de sentimentos
De sabor agridoce
Sem olhar a contratempos
Quero ter-te na minha posse!


Quero que sejas tu a minha lua 
Serei eu o teu sol 
Nesta luz que embora tua 
Ilumina na luz de um farol

Eu e tu, juntos caminharemos
Com o mesmo olhar
Lado a lado permaneceremos
A amar, amar, amar…

sexta-feira, 19 de abril de 2013

SOB A CARENTE PAISAGEM DO RIO ALENQUER



Esta noite pede o sonho aliado à fantasia
Em céu estrelado, sob a carente paisagem do Rio Alenquer
Despe-me o cheiro do teu perfume “Euphoria”
Apetece(s)-me! Deixa-me usufruir do prazer de ser Mulher…


Deixa que se apodere o desejo
Pelo quarto adentro… Apaga a luz!
Acende-me com o néctar demorado do teu beijo
E vem nesse tom rubro que me seduz!



Entrego o meu corpo à (tua) loucura
Forra-me de bronze, prata e ouro 
Ama-me agora, sem qualquer censura
Resgata dentro de mim, o maior tesouro!



Conquista-me a cada carícia
Passeia livremente pelo meu regaço
Sorvendo cada gota, de delícia em delícia
Dá-se o enlace da pele num aperto sem espaço!



Genuíno anel em talha dourada
Numa dança envolvente que ousa saciar
Uma cama de rosas em lençóis de mel deitada
Destinada a amar, amar, amar…

quinta-feira, 18 de abril de 2013

IMENSURÁVEL - DUETO KARINNA E JESSICA NEVES




Há tanto para ser dito
Não há palavra que alcance
A imensidão desse sentir
Como o bailado do vento...

Há tanto para ser sentido
Nos versos que carregamos
Como círios voláteis
Em chamas de ternuras no peito...

Há tanto para ser desvendado
No ventre dos teus olhos
As mãos colhem rosas aos molhos
Felizes por te ter a meu lado...

Há tanto, tanto para escrever 
Em cascata livre alinhando o poema
Que continuo no amargo dilema
...De querer e nunca ser!


                               Obrigada poetisa além mar Karinna* por esta primeira partilha poética!

quarta-feira, 17 de abril de 2013

DUETO TERESA TEIXEIRA E JESSICA NEVES - O POEMA DA NOSSA NOITE



















A luz escondeu-se nas velas duma falua
E a noite correu, solta e nua
Pela praia, chorando adeuses
E saudades.

Eras tu aceso na minha memória
Entre queixumes e lençóis de glória
Pelo areal ferido, pousava embalado
O passado.

E as ondas, doces
Diziam-te que não fosses,
Que não fosses
Que não fosses...
E se me enlaçasses?!
Pedia-te só que ficasses,
Que ficasses
Que ficasses…

Um pouco
Mais…
O amor é louco
Lutar nunca é demais!...

Ah, mar que me roubaste o lírico canto,
Deixa-me nas águas o reflexo
Do sol que inebriámos!


Ah, sal que nos roubaste o encanto,
Deixa-me sair deste poema sem nexo
Depois do céu que despedaçámos!


17.04.13

terça-feira, 16 de abril de 2013

A TI, PAI QUE NUNCA CONHECI























As memórias são escassas
Escapam-se entre os dedos
Pelo meu peito trespassas
Como criança escondendo segredos...



Pai
Queria tocar ao de leve teu rosto
Sentir-te perto de mim e ouvir cada ensinamento
Bebendo da vida, o mosto
Feliz de cada momento
Eternizado, a teu lado...



Nunca te quis passado acordado
Nesta ferida aberta
Que mata e desconcerta
Um sonho desacreditado...
Queria apenas o toque inesperado
Acalmando as noites frias
Usufruir de te ter do meu lado
Como estrela de todos os dias...


Pai
Ainda hoje te tenho como um verso mudo
Vem! Espero-te.
És tudo!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A MINHA ESCOLA (NUM OLHAR DE MENINO)

















Do telhado da minha escola
Avisa-se um pouco de tudo
Vejo os rapazes jogando à bola
Lembro-me de quando era miúdo!

Era um génio pequenino
Que Deus um dia inventou
Quase nada mudou
Nem as feições de menino!

Volto sempre aqui…
Oh, minha escola! Pedaço de vida!
Se soubesses o quanto gosto de ti
Lágrimas e vitórias
Guardo numa tela jamais esquecida!

O jogo do lencinho
E até o do pião
Tudo por um docinho
Tudo para dar a mão!

Guardo com tanta nostalgia
Cada brincadeira, cada momento
Olho as faces sem alegria
Qual será o motivo do descontentamento?

Jovens nos bancos do jardim
Mochilas às costas cheias de nada
Olho e penso: -“Eu não era assim
Que malta desconcertada!”

Mentes e chãos poluídos
A campainha soa, mil e um ruídos
Cadernos em branco, adormecidos
Corpos suados, semblantes encardidos…

Preocupações banais
Vícios cada vez mais
A inocência d’antigamente
Passa ao lado, simplesmente!

Vai longe, muito longe
O tempo da minha escola…
Hoje
A azáfama deixou de existir
Os jovens fazem o mínimo
Querem logo desistir!

25.01.13

domingo, 14 de abril de 2013

DUETO TERESA TEIXEIRA E JESSICA NEVES - DOCE POEMA D'HOJE







Um dilema

Cor de ontem
Um poema

Doce d´hoje

Teorema
Sem segredo
Uma gema
No meu dedo

Um anel
Desejado
Com mel
Roubado
Ser fiel
Meu fado
Em papel
De noivado!



Ai amor

Que aventura

No calor
Da nossa cama
O melhor
Do casamento
É a flor
Do sentimento



Ser raiz 

Dentro de ti
Sempre quis
Ter-te assim
Ser feliz
Só contigo
Flor-de-lis
Meu abrigo!



Sempre doce

Meu viver

Ai se fosse
Sempre assim
Esta posse
Terna e pura
Ninguém troce
Da ternura



Quero sentir

Este amor
Sem fugir
É tão bom
Usufruir
Deste dom
Colorir
Num só tom.



10.04.13

sexta-feira, 12 de abril de 2013

DUETO JESSICA NEVES E ANA COELHO - PALAVRAS MUDAS NO OLHAR SEM RIMA




















Hoje não me atrevo a escrever poesia
Ajeito apenas palavras sem nexo
No meu olhar não há sol nem euforia
E escrever é só mais um pretexto...



Caem palavras no olhar sem rima 
O papel virgem (des)espera 
Os lábios (desen)cantam silêncios 
Enquanto os dedos pensam calados...


A alma sobressalta desamparada
O peito desvanece em sufoco
As mãos desconsoladas, sem nada
Fazem o coração soprar louco...


Entre alucinações e (in)quietações
Gritam palavras mudas... névoas soltas
Num pedaço de entrelinhas lúcidas
Que teimam em não se esquecer...

E eu questiono tudo à minha volta
As árvores, os pássaros e a liberdade
Até este verso perdido, aqui à solta
Que solta em meu olhar, a tempestade!

30.03.13


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