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(ÉS O MEU) LIVRO ABERTO

Desfolho-te como seda
Coberta de lantejoulas
Afasto a cortina lentamente
Pedaço a pedaço
Que bom é ler-te
Entre o jardim banhado em mel
E a cascata desnudada
No horizonte da tua sombra
Aragem perfumada de canela
Com pitada de pimenta
Ler-te é cegamente
Aquilo que me alimenta
Nas entranhas do meu ser.

25.09.2011











Aprecie as pequenas coisas da vida. São as mais belas e as mais intensas. Lembre-se que essas são as melhores.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

POISEI O ÚLTIMO POEMA DE AMOR NUMA PÁGINA EM BRANCO





Podíamos ter sido
As maiores estrelas de cinema
Em noite de lua cheia
Heróis no mesmo papel
Na mesma tela onde se cruzam os olhares
Com as cores do arco-íris…
Na dança da vida seriam esculpidas
As palmas das mãos arrastadas ao vento
Num tango abraçado pelo mo(vi)mento…
Podíamos ter sido
As mais sábias gotas de suor um do outro
Encaixadas numa pauta em perfeita simbiose
Os corpos a entregarem-se em uníssono…

Poisei o último poema de amor
Numa página em branco
Deitei-me no filme mudo
Que me ofereceste sem querer
Rodopio arduamente
Ao compasso do desassossego da mente...
Quis amar-te ao som da nossa canção
O orvalho enche-me os bolsos
De luto está toda a minha alma
Pobre está o meu coração!

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