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(ÉS O MEU) LIVRO ABERTO

Desfolho-te como seda
Coberta de lantejoulas
Afasto a cortina lentamente
Pedaço a pedaço
Que bom é ler-te
Entre o jardim banhado em mel
E a cascata desnudada
No horizonte da tua sombra
Aragem perfumada de canela
Com pitada de pimenta
Ler-te é cegamente
Aquilo que me alimenta
Nas entranhas do meu ser.

25.09.2011











Aprecie as pequenas coisas da vida. São as mais belas e as mais intensas. Lembre-se que essas são as melhores.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

RETALHOS SOPRADOS DO CORAÇÃO - DUETO HELDER MAGALHÃES E JESSICA NEVES

DUETO HELDER MAGALHÃES E JESSICA NEVES

(a)ma(r)-(te).

aos dedos aflui-me o sangue, como que seiva a escorrer no enxerto da vide, a escrever(te) ardente o amor.

 
Resmunguei condensada no teu olhar
Ousando o nosso amor em versos abafar
Versos soltos lapidados de pura paixão
Que abrigo num sopro do meu coração


fosse meu coração de rimar, 

talvez outrora fosse capaz,
de sonetos cantaria audaz,
escreve só a tinta do pulsar.
Teu coração sabe (e bem) rimar
É tão grande e tão imenso esse (a)mar...
Teus olhos ao peito rasgado fervem
E os dedos ao afluir o sangue escrevem...

dos versos não lhe conheço a cor

tão pouco a natureza da matéria
aos dedos rasga-me cada artéria
no encarnar ardente deste amor.
No encarnar ardente desse amor
Seiva a (es)correr em ventre louco
Ao palpitar do corpo, em suor
De quem nunca se quer pouco...

05.06.12
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