BEM-VINDO(A) AO BLOG DE JESSICA NEVES *





(ÉS O MEU) LIVRO ABERTO

Desfolho-te como seda
Coberta de lantejoulas
Afasto a cortina lentamente
Pedaço a pedaço
Que bom é ler-te
Entre o jardim banhado em mel
E a cascata desnudada
No horizonte da tua sombra
Aragem perfumada de canela
Com pitada de pimenta
Ler-te é cegamente
Aquilo que me alimenta
Nas entranhas do meu ser.

25.09.2011











Aprecie as pequenas coisas da vida. São as mais belas e as mais intensas. Lembre-se que essas são as melhores.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

"CEIA DE AMOR" VAI ENTRAR NA ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS - Vol. 85



Jessica Alexandra Raimundo Neves (08-03-1994) - Soure / Portugal
Estudante
Poema: Ceia de amor
Poesia publicada na Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 85 - Janeiro de 2012

Desencantei dos teus olhos
Perfume no ventre da escada
Embriagada em nossos folhos
Ondas em plena praia rasgada

Conchas embebidas na areia
Entre um beijo desapertado
Abanca o tempo de lua cheia
Em tons azul do céu dourado

Corre fogo lento da cascata
Desenfreada de tanto riso
A tempestade fugaz desata
Em cada corpo, um sorriso

Chovem luzentes alianças
Com cheirinho a alecrim
Ingenuidade de crianças
Pimenta, canela e jasmim

Ceia d'amor em praia
Extasiado sopro do vento
Roda viva solta em saia
Carne unida pelo momento


Lançamento: 20 de Fevereiro de 2012

Antologias da CBJE


Todos os meses, sempre novas antologias publicando, em livros impressos, gente talentosa como você. Portanto, se você quer ter seus trabalhos publicados em livro, seja para guardar como lembrança ou para credenciá-lo oficialmente como escritor, tire os seus escritos da gaveta e mande pra gente. A CBJE pode ser sua porta de entrada no fantástico mundo da Literatura.
As antologias da CBJE são registradas na Biblioteca Nacional / CBL, têm ISBN e código de barras, e compõem o acervo de centenas de Bibliotecas Públicas no país e no exterior.

OLHOS DE AMOR


Quando vens no teu cavalo branco passeando
Pelo labirinto íntimo das ruas da nossa praça
Enches a passadeira de cravos vermelhos cavalgando
Tu, caval(h)eiro ergues no peito a minha taça
Cai em ti um smoking envaidecido
De camisa rendada versos em folhos
Ao meu corpo espelhado endoidecido
Desnudam-te até à alma meus olhos

Trazes a gravata ao pescoço feita espada
Onde te coloco amiúde um sublime laço
Vens à luta, guerreiro de face encorajada
Salvar-me entre o conforto de um abraço

No meu castelo só tu és rei incontestado
Ninguém te vê assim como eu te vejo
Numa escultura perfeita idolatrado
Acendendo em labaredas o desejo.
03.01.12

SOMEWHERE ONLY WE KNOW - TRADUÇÃO

http://www.youtube.com/watch?v=ArQIPlB9nfw
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