BEM-VINDO(A) AO BLOG DE JESSICA NEVES *





(ÉS O MEU) LIVRO ABERTO

Desfolho-te como seda
Coberta de lantejoulas
Afasto a cortina lentamente
Pedaço a pedaço
Que bom é ler-te
Entre o jardim banhado em mel
E a cascata desnudada
No horizonte da tua sombra
Aragem perfumada de canela
Com pitada de pimenta
Ler-te é cegamente
Aquilo que me alimenta
Nas entranhas do meu ser.

25.09.2011











Aprecie as pequenas coisas da vida. São as mais belas e as mais intensas. Lembre-se que essas são as melhores.

sábado, 30 de junho de 2012

(PRENDO-TE E) SOLTO A RAZÃO - ANA COELHO E JESSICA NEVES


O meu coração palpita
Com a angústia de não poder ajudar
As minhas veias cantam hinos de louvor
No fervor de o meu calor a ti chegar…

Prendo-te a mim, solto a razão
A cumplicidade pede um nós
Nada melhor que escutar o coração
Num cântico entoado a uma só voz


Melodias que os meus dias
Conhecem de cor, sem pautas
Semínimas que o vento empresta
Onde espalho a alegria que me resta...

E assim, de mãos enlaçadas
Prendo-te e solto a razão
Vivo num conto de fadas
E, à noite, falo-te baixinho ao coração.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

QUERIA SER(-TE) TELA - DUETO ROSA FONSECA E JESSICA NEVES


A tela sem cor,
Esquecida tinha
No seu íntimo a palavra amor
O sonho secreto
De ser por ti rabiscada
Meu amuleto eleito
Ser tatuada
Ser arte...
Ser(-te) uma parte
À tardinha, cor de mar
Beijar(-te) ao brilho do luar
Adornado de fios coloridos
De contas douradas
Em rostos embevecidos
Peles banhadas em mel, entranhadas
Ser o leito repousante macio do entardecer...
Ser lentamente a chegada da noite nua
Onde me afogo sem pressa de adormecer
Em que és meu e eu sou tua
Num afago de encontros sem medos
E promessas de uma aurora resplandecente...
Tudo é transparente
Sem segredos…

Queria ser(-te) tela
Para antes de te amar
Baixinho, poder pintar
A rosa rubra mais bela!…


16.06.12

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A BELEZA SEMPRE EXISTE NA SIMPLICIDADE


A beleza existe...
No voo da andorinha
Em liberdade pelo céu
No bater d'asas da libelinha
Ao teu olhar povoando o meu...

A beleza existe...
No meu sorriso encarando o horizonte
Na sede que persiste
Ao encanto da água da fonte...

A beleza existe...
No canto suave
Do belo rouxinol
No arco-íris pincelando ao de leve
Os raios de sol...

A beleza existe...
Ao estender a mão
Em quem não desiste
D'escutar seu coração!

Existe beleza
Ao contemplar a pureza
Nos prazeres da (sua) natureza…

Existe beleza
Em ti
Em mim
Aqui
No nosso jardim!

Tenho plena certeza
Que a maior beleza
Existe, na verdade:
Na (tua) simplicidade!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

QUANDO TE AMEI PELA PRIMEIRA VEZ


Quando te amei pela primeira vez
O mundo era um mar de (a)braço dado à vida, leve
Eternizando o momento num voo de ave, suave…
Ainda te amo e nada se desfez!

Quando te amei pela primeira vez
Senti o perfume das glicínias beijar-me o rosto
Nem foi preciso d’olhos fechados contar até três
Teu sorriso deu-me a mais bela manh
ã de Agosto!

Teu olhar de mel tocou o meu
Minha boca logo se silenciou
O arco-íris acariciou o doce céu
E meu coração se apaixonou!

Quando te amei pela primeira vez
Eu era mar, tu eras terra
Só tu querias atingir o cume da serra
Agora tudo isso se (des)fez:

Somos os dois mar
Somos os dois terra
Atingimos o cume da serra
…Amar é completar!

Lembro-me de tudo:
Das mãos enlaçadas
Do peito a ferver…
Das bocas saciadas
Dos corpos a arder

Do nosso amor a três
Eu, tu e o brilho da lua
Hoje sinto-me (mais) tua
E sei
Que te amo mais do que amei…
Pela primeira vez!

16.06.12

terça-feira, 26 de junho de 2012

ÚLTIMA CEIA


Acendo mais um cigarro com o lume da vida alheia
Ressaltam indícios em lenços brancos carcomidos
Tombo lentamente chega-se a sombra da última ceia
Ao canto da sala (as)soam(-se) uns rumores arrependidos…

Há duas coisas que me movem no mundo: o amor e a fé!
O amor, esse já o esqueci… já nem sei o que é!…
Sustentavam-me os teus lábios, agora em tons de café
Talvez! Talvez um dia me consiga por de pé!…

Até lá, vou construindo castelos dentro de mim
Que o vento insiste em soprar p’ra longe, além…
Queria voltar a ser criança! Ingénua até ao fim!
No sítio onde (te) procuro, não está ninguém!…
Sinto-me?! Sei lá!
Escrevo e não respiro
Fervo, morro e deliro
E não estás cá…

09.06.12

segunda-feira, 25 de junho de 2012

AOS OLHOS DO AMOR - DUETO PÉTALA E JESSICA NEVES


O teu rosto belo e fino
E com feições delicadas
Aos meus olhos foi um hino
Que me deixou sem palavras

Sem palavras e sem jeito
É como me deixas sempre
Teu sorriso a brotar do peito
Jamais me deixa indiferente

Olho e volto a olhar
E tudo em mim mudou
Com o teu jeito de amar
Mais apaixonado estou

És um autêntico beija-flor
No teu bico trazes(-me) melodia
Voas docemente ao encontro do meu sabor
E poisas teus lábios nos meus, fazendo cria!



Colheste uma rosa em flor
Que guardas junto ao peito
Teu sorriso é de amor
Que mais me deixa sem jeito

E assim junto ao teu doce peito
Guardas nosso amor perfeito!
Meu amor amo-te tanto
Tu és todo o meu encanto!

domingo, 24 de junho de 2012

(AMOR NÃO É) TRAIÇÃO



Amava-te mais que a minha pr
ópria vida
Enquanto tu acariciavas outro coraç
ão
Quisera ter coragem p’ra despedida…
P’ra mim, amor n
ão é traição!
Os teus lábios não sabem (só) aos meus
N
ão escutamos a mesma canção
Cruzaram-se outros olhos com os teus…
P’ra mim, amor n
ão é traição!

Na tua camisa um perfume alheio
Um batom rubro sem ser o meu…
N
ão gosto de me sentir no meio…
Neste inferno, prefiro ser céu!

Outra metade na tua mente…
Outro corpo na tua pele
Num sopro passo a indiferente
Quisera que fosses s
ó meu, fiel…

S
ó vejo o fim!
Amor n
ão é traição!
N
ão se abandona assim,
Um coraç
ão!...

14.06.12

sexta-feira, 22 de junho de 2012

ENLACE DAS PALAVRAS


O enlace das palavras
Como cetim
Deslizando entre os dedos
Em versos soltos
Pura cascata
Em êxtase

O íntimo de mim
No ventre de cada poema
Eterno

O enlace das palavras
É como o enlace dos corpos.

17.06.12

quinta-feira, 21 de junho de 2012

MÃE… EU HOJE CHOREI


Mãe… eu hoje chorei!
O meu sonho passou aqui t
ão perto!
Trago o peito a ferver num amargo aperto.
Em vez de me levantar, fraquejei…

Baixei as armas e chorei!
Preciso tanto do teu colo, das tuas canç
ões d’embalar…
Ainda n
ão me levantei.
Preciso de ti p’ra me levantar!

Conta-me outra vez aquelas hist
órias, fala-me das fadas
Dos castelos onde s
ó eu era rainha
Diz-me que naquelas hist
órias encantadas
A quimera era s
ó minha…

M
ãe… eu hoje chorei!
As l
ágrimas ao teu colo enxuguei…
Sabe bem recordar o passado!
Sabe bem ter-te a meu lado!

Obrigada M
ãe!
Por sempre me quereres bem!

08.06.12

quarta-feira, 20 de junho de 2012

FALA-ME DE TI (AO OUVIDO)


Fala-me de ti! Do sorriso que te pinta os lábios!
Diz-me porque são tão irresistíveis e tão sábios!
Fala-me de ti! Da melodia acesa que te embala…
Do perfume que deixa(mo)s espalhado pela sala…

Fala-me de ti! Desse olhar que me (e)leva até à lua!
Diz-me porque só a tua voz me arrepia ao ouvido!
Diz-me, porquê? Porque só a tua voz me atenua?!
Fala-me de ti neste versejar solto e desmedido…

Canta-me versos até despires todos os pardais
Sim, procura-me e encontra-te nos meus sinais!

Não me fales do vento (nem) d’amanhã
Fala-me antes desse teu sabor a hortelã
Confessa-me baixinho todas as fantasias
Em que me soletras até em noites vazias!

Fala-me de ti! Um dia, falar-te-ei de mim também!
De como, num ápice, ao apaixonar-me me senti alguém!
Eu sei que o amor… Oh, o amor! Não é de ninguém…
Só meu e teu.
Num abraço que aconchega o lugar mais íntimo do céu!

Fala-me de ti!
Hoje… e aqui!

Não esqueças as promessas
Como eu nunca esqueci…
                                                                [Nem quero
Mesmo que um dia te despeças
Fala-me ao ouvido, fala-me de ti
                                                                                                        [Mesmo que venhas tarde… eu espero!...
06.06.12

terça-feira, 19 de junho de 2012

E A MÚSICA ACABOU AO MESMO TEMPO QUE NÓS


Só vi o tempo contra mim numa passada veloz
E de tanto gotejar, meu peito ficou sem voz…
Algum dia ouviste falar de ti, de mim, de nós?
Havia tanta melodia no silêncio da tua voz…
E a música acabou ao mesmo tempo que nós


Deixa a noite se apoderar
E levemente me apagar
Deixa o silêncio me levar
P’ra que possa ser noutro lugar…

16.06.12

segunda-feira, 18 de junho de 2012

LAÇOS ALÉM MAR - JESSICA NEVES E LORENZO FERRARI


JESSICA NEVES
E LORENZO FERRARI

Teu olhar na minha boca incendiada
Sinto-te (es)correr em pleno rio
Toco tua pele em fogo, arrepiada
Desatam os corpos em calafrio
Secam-me as palavras em desarranjo
Deixo-me levar neste voo cego
Onde o êxtase é meu piloto
E eu sendo teu destino.

E eu sendo teu destino
És mais que pedaço de mau caminho
Entranhado em minha pele
Que a ti sabe, doce mel…


Como posso desvencilhar de tal deusa das escritas
Se me tomas em palavras, em devaneios

Tal estado febril cria vertigens
Como a boca que cresce em busca da minha.
A boca cresce em busca da tua
No despontar dum aceso verso
A minha pele arranha na tua, nua
Desfolhando assim o universo…


Este Universo de beleza impar
Onde só uma deusa se desnuda inteira
Tal visão que ofusca e encanta
Com palavras insuficientemente imperfeitas...
Que eu te desejo mais na alma que no corpo
Mas sem resistir a tão forte dádiva
Que me entrego no meu mais aberto coração
Tomas que é teu de direito e desejo...

Se é meu direito e desejo
Eu te acendo com um beijo
E jamais me despeço de ti
Te quero sempre junto a mim!

10.06.12

sábado, 16 de junho de 2012

SEM ROSTO - DUETO JESSICA NEVES E ROSA FONSECA

Nas minhas mãos
És um poema adiado
De palavras esquecidas…desviadas
Do colo seco de tinta azul
Do nosso mar…
Inquieto o vento sopra-me e eu agarro
O que vem de ti mais um punhal cravado!
Acendo mais um cigarro...
Com os dedos distantes dos teus
Meu rosto é uma pálida mortalha
O meu silêncio é agora a fronteira
Deste olhar perdido além de mim
Esvaziaram-se os beijos…
Um dia, alguém disse que a sorte era uma batalha!...
Nos meus pés
És terreno em pousio
Pura mágoa que m'encerra
Desagua meu olhar p'la margem do rio
Num mar que hoje sabe a guerra...
No meu corpo do(rm)ente
És as curvas da estrada
Se o caminho é em frente
Permaneço no passado, arrebatada
Nele me prendo, faço morada!
Sustento a esperança de refazer o poema
Não te quero lembrança
À esquerda dum peito que jamais te apaga!
 
12.06.12

sexta-feira, 15 de junho de 2012

PÁLIDO AMOR


Deixaste a tua roupa espalhada pelo armário
O teu perfume nos meus cabelos de girassol
O meu batom assentava bem na tua boca, meu (prazer) diário
Há rasto de ti por tod’o meu farol…

Porque não me deixaste nenhuma carta?
A dizer: não há mais sol aqui, talvez parta!
Acredita que ficava melhor assim…
A dor não seria tão ruim… Enfim!

Nas minhas mãos uma sina assassinada
Na minha pele está entranhado o suor
No meu peito um cheiro a nada
Nos meus olhos um pálido amor…

Nos meus braços um arrepio sem nome
Gostava tanto de te acariciar!
Aos meus pés trago atada a fome
Pudesse eu correr p’ra te abraçar…

Tu sabes que ainda me tens.
Eu sei que o teu coração (me) sente!
Tens a certeza que não vens?!
Podemos pintar a noite duma cor diferente…

10.06.12

quinta-feira, 14 de junho de 2012

(TU) DENTRO DE MIM


Dentro de mim
És gaivota que voa no meu peito
Na janela que deixo aberta só p’ra ti
Foi às tuas palavras e ao teu jeito
Que numa noite de luar me (p)rendi!

Dentro de mim
Teus olhos (re)nascem a cada dia
Se me dás ao de leve um sorriso
Des(a)pertando minha pele macia
Meus sonhos ao tocar teu rosto concretizo!

Dentro de mim
Teu corpo faz-me cócegas e sorrio
Tu e eu somos um poema sem fim
Sem ti meu coração está sombrio!
Dentro de mim
És céu em fogo, és luz, és (m)ar
És rosa pura a florir no meu jardim…
Agora sei o que é verdadeiramente amar!

Dentro de mim
És (e)terno laço, és fonte, és lume
És bússola desconcertada no tempo
És presente recheado de perfume
És vida, mais que um momento!

Sempre que à noite me chamas
Resgatas a lua e me amas
O mundo cabe dentro de mim
Por isso fica, fica assim!…
06.06.12

terça-feira, 12 de junho de 2012

DEIXA-ME SONHAR


Sei que vais sair e levas contigo o meu amor.
Sei ainda que chegas tarde mas que me trazes, como sempre, uma flor.
Já estarei adormecida nesta cama repartida.
Destapa-me assim que chegues e não (me) negues.
Deixa o meu corpo respirar livremente como veio ao mundo, p’ra te amar.
Deixo que me foques sem que toques.
Deita-te só a meu lado e beija-me a testa de modo intenso.
Quero-te bem acordado, sabes que te pertenço!
Nesse beijo de lábios carmim soletra o quanto gostas de mim…
Não me deixes acordar… Deixa-me antes, sonhar!
Sentir-me-ei melhor assim ao aroma da flor (re)colhida no teu jardim!
Sentir-me-ei alguém!
Fica bem.
08.06.12

segunda-feira, 11 de junho de 2012

RETALHOS SOPRADOS DO CORAÇÃO - DUETO HELDER MAGALHÃES E JESSICA NEVES

DUETO HELDER MAGALHÃES E JESSICA NEVES

(a)ma(r)-(te).

aos dedos aflui-me o sangue, como que seiva a escorrer no enxerto da vide, a escrever(te) ardente o amor.

 
Resmunguei condensada no teu olhar
Ousando o nosso amor em versos abafar
Versos soltos lapidados de pura paixão
Que abrigo num sopro do meu coração


fosse meu coração de rimar, 

talvez outrora fosse capaz,
de sonetos cantaria audaz,
escreve só a tinta do pulsar.
Teu coração sabe (e bem) rimar
É tão grande e tão imenso esse (a)mar...
Teus olhos ao peito rasgado fervem
E os dedos ao afluir o sangue escrevem...

dos versos não lhe conheço a cor

tão pouco a natureza da matéria
aos dedos rasga-me cada artéria
no encarnar ardente deste amor.
No encarnar ardente desse amor
Seiva a (es)correr em ventre louco
Ao palpitar do corpo, em suor
De quem nunca se quer pouco...

05.06.12

domingo, 10 de junho de 2012

AFAGOS PERMANENTES - DUETO ROSA FONSECA E JESSICA NEVES


Afagos permanentes no corpo a caminho da viagem de regresso
Afagos em agitação e beleza temporal
Que dizer-te meu amor, se do teu corpo nunca me despeço?
Todo o afago está na graciosidade surda
Neste abraço num mar de braços em água e sal…
Acredito que passe o vento que passar, nada (nos) muda
Nesta transparência de Ser
E de ao teu leito pertencer
Ser paisagem ao amanhecer
Ser fonte de luz ao anoitecer... (em ti)
Tecendo sonhos guardados sob as asas de pássaros que inventámos!

06.06.12

sexta-feira, 8 de junho de 2012

É SÓ A MINHA FALTA QUE SINTO


Dou comigo cega em pleno labirinto
Cruzo os braços, o meu olhar finto
Não por tua causa, se te disser que sim minto
É só a minha falta que sinto
Só quero sugar meu corpo faminto
Como animal selvagem por instinto
Entorna-se sobre meus dedos verniz cor de tinto
Nascem-me garras mortíferas de lince distinto
Quando pisam meus calcanhares logo me ressinto
Ao lamber meus pés me pressinto
Em fogo e sangue, meu rosto pinto
Algemo-me com o meu próprio cinto
De todos os sentidos busco além do quinto
E beijando-me ao pormenor, insisto: é só a minha falta que sinto!

01.06.12

quarta-feira, 6 de junho de 2012

RETALHOS SOPRADOS DO CORAÇÃO (3)


É como se o céu polvilhado de estrelas
Fosse o teu corpo no meu peito
E as ondas do mar onde navegas
Fossem o meu (corpo)…

E tudo o resto somos
e
Sempre seremos
NÓS.

terça-feira, 5 de junho de 2012

GOSTO DE TI NUM POEMA



Gosto quando um poema me cresce no peito
E me leva até ti!
É como se o mundo fosse perfeito
Se todas as rubras rosas colhi!
Gosto tanto de ti nos meus poemas
Sem chuva, sem vento, sem (ar)dor
Escrevo-te sempre sem dilemas
Tão grande é este meu amor!

As palavras serão sempre poucas
Gosto tanto de ti meu amor
Versos acesos em bocas loucas
Incendeio com calor e suor!

Gosto tanto de ti meu amor
Às vezes chego a esquecer de mim
Mas não me importo! Toda a flor
Gosta de se sentir assim!
05.06.12

segunda-feira, 4 de junho de 2012

NAS ASAS DO TEU SORRISO


DUETO ROSA FONSECA E JESSICA NEVES
O teu sorriso tem asas soltas
A traçar os contornos dos teus lábios
Neles passeiam veios rubros
A soletrar o intenso azul que trazes em ti…
Nessa longínqua brisa
De intenso aroma a rosa
Acabada de colher
Ao amanhecer

Hoje ao (re)pousar no teu sorriso
Toquei o céu num leve abraço
Sem te relevar que é só dele que preciso
Para apertar o mundo num laço

Deixei-me levar pelas suas asas
Peguei a tua mão, murmurei-te baixinho ao ouvido
Amor só é bom ateado em brasas
Não tenhas medo, sorrir (a dois) faz mais sentido

É sorriso inteiro
Que busca na manhã um grande amor
Pela alma que viaja comigo para sempre

03.06.12

domingo, 3 de junho de 2012

RETALHOS SOPRADOS DO CORAÇÃO (2)


…E o mar (as)sumia nos nossos olhos
Sem que dessemos conta...
Espreitando o expoente máximo do sentir…

02.06.12


sábado, 2 de junho de 2012

RETALHOS SOPRADOS DO CORAÇÃO (1)

Caros leitores,

Como é preciso inovar...
Decidi criar uma espécie de breves (mas intensos) pensamentos soltos do coração...
Acompanhados pela imagem apresentada (que será sempre a mesma de modo a ser uma característica desta doce "inovação")
Espero que gostem...

Aqui fica o primeiro :)
Bom fim de semana,

Jessica Neves


RETALHOS SOPRADOS DO CORAÇÃO (1)

O dedilhar do (a)mar em uníssono
Ao pôr-do-sol em fogo e sangue
Escorrendo pelos corpos (a)dentro
No desabotoar da mais pura primavera
Em pétalas rasgadas de cetim...
02.06.12

sexta-feira, 1 de junho de 2012

CAIS DO DESTINO


DUETO JESSICA NEVES / ANA COELHO

Em cada ventre um afago solto do peito
Em cada canto o amargo da despedida
Oscilo entre marés de chuva e sol se me enfeito
Procurando saber se o amor é o único sentido da vida...
Em cada naufrágio um reencontro
com as águas puras de maresia
nos corpos vestidos da vida nos ombros
que se amparam ao som de uma guitarra de fantasia  

Insisto em interrogar o sabor da tempestade
Neste vai e vem pelo cais do destino
A fome é tanta pela busca incessante da liberdade
Ao confrontar o espelho sou um felino

O amor que tem garras para se agarrar
ao espaço leve onde sabe estar
nos altos um sopro de animo nos baixios a sombra altiva
um espelho que respira na onda vinda do cais...a paz dos ais!

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