BEM-VINDO(A) AO BLOG DE JESSICA NEVES *





(ÉS O MEU) LIVRO ABERTO

Desfolho-te como seda
Coberta de lantejoulas
Afasto a cortina lentamente
Pedaço a pedaço
Que bom é ler-te
Entre o jardim banhado em mel
E a cascata desnudada
No horizonte da tua sombra
Aragem perfumada de canela
Com pitada de pimenta
Ler-te é cegamente
Aquilo que me alimenta
Nas entranhas do meu ser.

25.09.2011











Aprecie as pequenas coisas da vida. São as mais belas e as mais intensas. Lembre-se que essas são as melhores.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

DIZER O QUÊ?!



Que dizer à luz do dia
Se é a noite que me recolhe
Sem querer destrói(-me) cada fantasia
Impede que a Primavera me olhe…
Que dizer dos pássaros que esvoaçam
Do seu voo estou tão, mas tão perto…
Minhas asas quebram, eles passam
Enlaça-me o bafo exausto do deserto!

Que dizer-te lua ensanguentada
Em meus olhos calas minha boca
Amor é ódio parido da minha mão embriagada
Uivo-te nesta lucidez louca!

Bebo (d)esta insana vida
Em cálices distorcidos
Que dizer desta ferida
Que me encerra os sentidos?!
Dizer?! Dizer o quê?!
Se já tudo foi dito…
Diga! Diga você
Que eu sou mito!
31.05.12

quarta-feira, 30 de maio de 2012

À DISTÂNCIA DUM BEIJO PE(R)DIDO



Por mais que o teu olhar m’impeça
Tenho-te à distância dum beijo pe(r)dido
A tua camisa amarrotada na minha cabeça
Diz-me que nada é pior qu’amor não correspondido!

É inesgotável e triste esta fenda
Que rompe as fronteiras de mim
Quisera eu que fosses uma lenda
Para fugir deste pesadelo sem fim!

Mesmo com o rosto em ferida e os lábios calejados
Tenho-te à distância dum beijo pe(r)dido
Os meus braços ao teu corpo amarrados
Dizem-me que nada é pior qu’amor não correspondido!

Se o amor não tivesse dor
Se a rosa não tivesse espinhos
Não teria o mesmo sabor
Nem os pássaros fariam ninhos!


Neste mármore gélido onde me deito
Toco-te pela quente recordação
Se soubesses o quanto grita meu peito
Não hesitarias em (voltar a) dar-me a mão!
                                                                               30.05.12

terça-feira, 29 de maio de 2012

HINO À VIDA


Ao ascender ao alto da montanha
Sinto sua doce e suave brisa
Vejo inquieta a aranha
Que seus sonhos concretiza!

Sorri! Sorri ao sol
Sorri até à chuva
Acende o arrebol
Em cachos d’uva!

Cultiva a paz
Abraça tod’a gente
Não olhes p’ra trás
O caminho é em frente!

Colhe o melhor das tempestades
A força interior é importante
No baloiço de mentiras e verdades
Ginga o Fado inconstante!

Respira liberdade
Esbanja sinceridade
Sente que a vida
É uma tela colorida
(E repartida)
Com a tua simplicidade!

Diz sim aos valores
Diz não às vaidades
Luta pelos teus amores
Foge das desigualdades!
Estende a mão
Ao teu amigo
Ouve o teu coração
Teu porto de abrigo!

Veste a pele da natureza
Escuta o canto do rouxinol
Será a tua maior riqueza
Dormir sobre o seu lençol!


Não encares a morte
Como um laço que aperta
Enfim, entende a sorte
Como uma pena certa!

Vive, sobrevive e sorri!
O presente é hoje e aqui…
O mundo precisa de ti!
29.05.12

sábado, 26 de maio de 2012

ENTRE O TUDO E O NADA


Entre o tudo e o nada

Sou a papoila mais feliz do jardim

Sou guerreira sem espada

Lutadora dum objetivo sem fim!


Entre o tudo e o nada

Só vejo curvas na estrada



Ao fundo um mar d’esperança

Dizendo: “quem luta, alcança!”

Entre o tudo e o
nada

Sou fraca, azarada


Sou ferida aberta

Duma mentira desperta!


Entre o nada e o tudo

Sei da beleza dos afetos

Dos olhares prediletos

Que sempre (te) desnudo!



Entre o tudo e o nada

Uma criança abençoada

De face genuína, solta uma risada

Pela vida fantasiada!



Entre o nada e o
tudo


Um caminho mudo

Num verso (ab)surdo

Em que me iludo…


25.
05.12

sexta-feira, 25 de maio de 2012

TRAÇO A TRAÇO


Ao desenhar-te
Traço a traço
Compreendo porque meus olhos te soletram e respiram
Faça brisa ou sol pela manhã.

Chuva seremos sempre nós dois
Em pranto pelo nosso (a)mar…
Numa partilha que não se quer p’ra depois
Se a pele pede p’ra se entregar!
Tua boca arrebatada beija o silêncio nu
Das minhas mãos suadas
Pelos teus contornos acesos
Sobrando eu e tu
À palavra amor a dar-se em uníssono…

24.05.12

quinta-feira, 24 de maio de 2012

QUADRAS A SÃO PEDRO


Era filho de um homem chamado João
Um dos doze apóstolos de Jesus Cristo - Simão  
Bispo de Roma foi o primeiro
Dos papas e dos pescadores é o padroeiro.

Na sua mão nem eu caibo nem tu cabes
 Só uma cruz invertida, duas chaves
E uma rede de pescador de homens
O fazem ascender às nuvens.

As chaves do Reino dos Céus
Foram-lhe atribuídas por Jesus
- Encarnação e Filho de Deus
Que cessou morto na cruz.

Dizem ser o responsável pelo tempo
Ele é que comanda quando chove
A sua festa litúrgica faz-se sem vento
Em Junho, a vinte e nove.

23.05.12



POEMA ELABORADO DE ACORDO COM UMA PESQUISA SOBRE “SÃO PEDRO” EM:



quarta-feira, 23 de maio de 2012

NÃO POSSO DIZER QUE TE AMO


Quando alastra o fogo da saudade
O teu corpo ao meu chamo
Prefiro gozar a minha liberdade
Não posso dizer que te amo!

Desperta o querer de um beijo
Acendendo versos de paixão
Pensar em ti é puro desejo
Corpos (se) desatam em explosão!
É a ti que o meu olhar ardente chama
Os teus lábios a minha boca ama
É no teu peito que o meu derrama
Aos contornos da pele, (ex)clama!

De rubro aroma o céu se tinge
Não posso dizer o que não sinto
Se o meu corpo finge
Eu não! Eu não minto!

23.05.12

terça-feira, 22 de maio de 2012

HÁ SEMPRE UM OLHAR DIFERENTE



Eis-me rosto de noite questionando
Porque na minha rua não passa gente?
Vêm as fases da lua demonstrando
Que a estrada também é intermitente…
Há sempre um olhar diferente!

Cega-me os sentidos, solta-me as amarras
Irradia-me a razão até que o teu cheiro me faça desnortear
Promete-me que se eu tombar logo me agarras
Diz-me que a teu lado o mundo não vai acabar!

Mesmo que não seja verdade
                                                                                 [Nem quero saber
Eu hoje preciso de acreditar
 Acede à minha vontade
                                                                [Faz-me crer
Que há motivos p’ra te amar!

Eis-me rosto de noite questionando
Porque nesta rua não passa mais gente?
Vêm os olhos do sol revelando
Há sempre um olhar diferente!

Se o sol adormece ao colo da lua
Se está repleta de luz a minha rua
Não sei. Será sempre indiferente
Passe muita ou pouca gente…

Há sempre um olhar diferente!
22.05.12

sábado, 19 de maio de 2012

UM SOPRO... UM MOMENTO





Habita a noite um corpo vazio
Melancolia algo deprimente
Quem me cala este arrepio
Se morro lentamente?!...

Goteja lá fora
Goteja no meu pensamento
Que dizer-te agora
Se a vida é um sopro, um momento?!...

Nem há lua nem há sóis
Há escuridão sem faróis
Se o meu olhar colhia girassóis
Retalhos apagados somos nós dois…

Morres-me nas mãos num poema sem hora
Vives aceso no meu pensamento
Diz-me amor… que dizer-te agora
Se tu e eu fomos um sopro, um momento?!...

Imploro a esta dor que me leve
Mesmo que o teu rosto me eleve
Jamais o sofrimento será breve

Diz-me amor… que dizer-te agora
Se tudo é um sopro, um momento?!...
Se nós caímos no esquecimento
O melhor é partir, ir embora…

Sabes qual é a cor dos vendavais?
Evitas. Não, não quero que me procures mais!
19.05.12

sexta-feira, 18 de maio de 2012

(DESPI-ME DOS OUTROS E) VESTI-ME DO QUE O MEU CORPO PEDIA

O relógio da igreja marcava as nove badaladas.
Naquele domingo o sol tinha nascido nos meus olhos.
Já havia morrido tantas vezes!...
Acordei com vontade de renascer. Precisava de me sentir bem! Precisava simplesmente de me sentir, mulher! Era o meu dia!
Despi-me dos outros e vesti-me do que o meu corpo pedia!

Necessitava de recuperar a autoestima. Sentirmo-nos bem ajuda bastante na relação connosco próprios.
Abri o armário e escolhi o meu melhor vestido. Azul, a minha cor preferida!
Enfeitei-me um pouco (mais) de alto a baixo. Coloquei um batom brilhante como o sorriso que se alastrava pela minha face rosada. As minhas unhas pinceladas da cor do vestido e das pulseiras e os saltos altos abrilhantavam a minha sensualidade. Deixei o cabelo solto, ao natural.
Admiro a minha simplicidade!
Estava preparada para enfrentar o mundo com uma passada firme, confiante!
Deparei-me, desde logo, com os meus pais, curiosos, a questionar o porquê de me vestir e arranjar daquela forma (simples, mas diferente do habitual).
Limitei-me a mostrar o sorriso que me enchia o olhar e a responder:
- Precisava de me sentir bem… e comecei hoje esta minha caminhada!
Calados, não se opuseram e eu sei que eles, no fundo, ficaram felizes por mim, assim como eu! Pela atitude, pela mudança, por querer cuidar de mim e sentir que isso é importante!
Perante o olhar aceso de muitos ao longo do dia, espanto e elogios habitavam a boca dos que me abordavam e dos que guardavam para si as suas opiniões - irrelevantes -denunciadas pelos olhares que muito dizem!
O maior elogio era, sem dúvida, o MEU!
HOJE SOU, MULHER!
    

                                     
                                                      18.05.12



quarta-feira, 16 de maio de 2012

(À TUA) ESPERA



Só os búzios sabem o quanto te quero
As ondas do mar sabem onde te espero
No mesmo leito de ontem onde me rocei em ti
E (te) respirei ao hálito do peito morno, longe… aqui

Sei das águas que te trarão amanhã
Transpirando(-me) poesia
Com o mesmo olhar daquela manhã
E o sorriso do final do dia


O vento sopra-me contra o teu nome
Restam-me abraços de loucura
Rebentam as águas dando lugar à fome
Amarrada a laços de ternura

Escrevo-te para te confessar:
Só tu és o meu lema
És o verso que falta p’ra completar
O meu maior poema!...

16.05.12

segunda-feira, 14 de maio de 2012

À FLOR DOS SENTIDOS




As almas dos poetas
São complexas e inatingíveis
São de rosas prediletas
Nunca olham a impossíveis!

Devoram letras em sangue
Numa correria exangue
À flor dos sentidos
Nascem versos desmedidos…


Neste pulsar de emoções
Rasgam paredes, corações
Envolvem-se com a vida e até com a morte
Lançam os dados na roda da sorte!

Amam, vivem, morrem
Tantas vezes, sofrem!
Acima de tudo crescem
E novas rosas florescem!

14.05.12

sexta-feira, 11 de maio de 2012

INVERSO


Hoje não sou capaz de te escrever nenhum verso
Nem de te dizer o quanto és importante
O meu coração pede-me o inverso
Já não te quer eternidade neste instante!...

quinta-feira, 10 de maio de 2012

(RE)POUSO



Dei contigo ave em repouso no nosso ninho
Nó(s) genuíno dos meus pensamentos
Ao pôr-do-sol bebi teus olhos de linho
Cedeste teu sorriso aos meus encantamentos

quarta-feira, 9 de maio de 2012

CAMPOS D'ESPERANÇA

Foto: Luís Miguel



Poderei deixar de sentir a terra
mas não posso deixar o sonho
aquele que aquece a atmosfera
sem sombras, nos aromas que disponho...

Sem sombras, nos aromas que disponho
Olho-te sem medo, enlaço a minha mão à tua
Só no céu navego contigo num futuro risonho
Enfeito meus cabelos com o brilho da lua (nua)

Enfeito meus cabelos com o brilho da lua (nua)
o meu olhar a flamejar promessas
que não me fizeste, foi a jovialidade pura
que ao meu ombro entregou pérolas audaciosas

Que ao meu ombro entregou pérolas audaciosas
Em pétalas de rosas rubras no meu peito formosas
Entre montes e ventos desencantei campos d'esperança
Se o céu é ouro e a terra é bronze, a fé tudo alcança

Se o céu é ouro e a terra é bronze, a fé tudo alcança
mesmo no vale mais escuro das duras rochas
quando os pés sangram e a força amansa
fios de prata caem dos prados floridos a entregar esperança!

Dueto: Ana Coelho e Jessica Neves

segunda-feira, 7 de maio de 2012

DUETO: PASSO A PASSO




Na vida aprendemos caminhando
Passo a passo ela vai-nos ensinando
Às vezes voltamos atrás nos caminhos
Moldam-se aos olhos mil e um destinos.


Nesta guerra entre o ser e a fantasia
Onde nem todos os momentos são fruto de magia
O comboio vagabundo apodera-se da mente
Nem sempre é verdadeiro o que o coração sente.

Quisera eu um dia neste mundo ser indiferente
Ou até ser visível seria o que mais queria…
Deixo-me ao relento, despe-me a noite fria
E só o sentimento me consegue deixar quente.

04.05.12
Dueto: The dark Knight e Jessica Neves

sábado, 5 de maio de 2012

(MORDEM-ME) VERSOS DE LÁBIOS SECOS


Selvagem, busco incessante mil caminhos
Aos soluços oscilo loucamente entre becos
Deito-me nas trevas destes pergaminhos
Onde me mordem versos de lábios secos

Encontro-me onde tantas vezes me perco
Arrasto-me, lambo com prazer o alcatrão
Mendigo no calvário em que me cerco
Sabe bem a dor ao pisar forte o chão

Sou eu quem chefia toda esta guerra
Prefiro ser sozinha do que ser tua
Já atingi o mar, pisquei os olhos à terra

Já fui pedaço de céu acariciando a lua
Hoje sou nó de gravata que encerra
Uma existência que cada vez mais mingua!

05.05.12

quinta-feira, 3 de maio de 2012

INTERROGAÇÃO (E FIM) DE MIM


Ténue, soletra-me a solidão: quem sou?!
Cresce no interior a interrogação de mim
Num sopro o comboio já lá vai, passou
Cospe-me pr’á linha suplicando o fim

Abalou sem dizer nada, pobre vida
Levou as mãos vazias, olhos cheios
No rosto nem uma lágrima colorida
Tremelicando da boca mil anseios
E hoje por não saber dizer mais de ti
Adormeço profundamente, aqui
Nesta (espécie de) esfera poluída

Sofrendo sem ponto de socorro
Sobra-me lenta a despedida
Onde fragmentada e nua, morro!

02.05.2012

quarta-feira, 2 de maio de 2012

LETRA DA MÚSICA "SEDE QUE FLUTUA" DE JESSICA NEVES

Decidi aventurar-me e escrever uma letra de uma música...
Aí está o resultado final!
Espero que gostem :)


SEDE QUE FLUTUA
     Cai a noite nua
     Minha e tua
     Pedaço de mar
     Sede que flutua
     Para te abraçar
És pura fantasia
Cega melodia
Num só olhar
REFRÃO:
Deixa-me dizer-te
Não existe só tempestade
Deixa-me dizer-te
Amar a dois é liberdade

Pedaço de mar
Um quarto de lua
Sede que flutua
Para te abraçar

A estrada é um caminho
Que temos que percorrer
Só tu és o destino
Que quero escolher

Quero-te p’ra mim
Amor duma vida
Quero-te assim
Tela colorida

Pedaço de mar
Um quarto de lua
Sede que flutua
Num só olhar

 
DUARTE EMI E MIGUEL CRUZ - SEDE QUE FLUTUA

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