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(ÉS O MEU) LIVRO ABERTO

Desfolho-te como seda
Coberta de lantejoulas
Afasto a cortina lentamente
Pedaço a pedaço
Que bom é ler-te
Entre o jardim banhado em mel
E a cascata desnudada
No horizonte da tua sombra
Aragem perfumada de canela
Com pitada de pimenta
Ler-te é cegamente
Aquilo que me alimenta
Nas entranhas do meu ser.

25.09.2011











Aprecie as pequenas coisas da vida. São as mais belas e as mais intensas. Lembre-se que essas são as melhores.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

REFÚGIO

Quando penso que já esgotei a imaginação
Encontro outra razão
Outro motivo
Outra explicação
Ou até improviso
Para não parar de escrever
Que é um vício
Como o vício de comer

Pego na varinha de condão
Começo a escrever
Transformo a imaginação
Em algo que se possa ler

Escrever
É uma razão de viver
Uma forma de expressão
De quem não tem nada a perder
E se deixa levar pelo coração

É uma forma de me refugiar
E nunca me calar
É não me limitar a olhar
Mas passar para o papel
Aquilo que observo
Aquilo em que estou a pensar
Aquilo que preservo.


02.08.2011
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